
Previsões para 2013
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L.L
, sexta-feira, 28 de dezembro de 2012 at 11:07, in
Previsões da
Numerologia para 2013
Ano de energia 6
pede serenidade e
comprometimento

Segundo a Previsão Astrológica para 2013, o novo ano promete ser mais austero. E, segundo as Previsões da Numerologia, a história não é
diferente. Entraremos em um ano de energia 6 (2+0+1+3=6), número que pede mais comprometimento e responsabilidade em tudo o que fazemos. Número que pede amor de verdade e relações consistentes. Número que pede uma felicidade de fato existente.
No amor, 2013, o Ano de Saturno, será um ano de muitos inícios e poucos términos. Na verdade, o 6 carrega consigo uma vontade de estar junto e construir uma vida a dois de verdade. Pedidos de casamento poderão ser mais comuns e, certamente, corações cansados de aventuras anunciarão a sua aposentadoria.
Por outro lado, aquelas relações que não são baseadas em um sentimento real, que não são construídas com base no respeito, na cumplicidade e na vontade de estar junto, podem ir por água abaixo. Assim como Saturno, este número não aceita aquilo que não vale à pena ser vivido.
No trabalho, o segredo do sucesso estará em apostar nas relações. O 6 pede interação, troca, é o número da generosidade. Proponha-se a ensinar e os aprendizados virão. O crescimento será lento, mas a vitória merecida virá de um jeito sóbrio e realizador.
A vida financeira pedirá cautela. Não poderá haver exageros, para o número 6 tudo é parcimonioso. Gaste com aquilo que realmente for necessário e junte o que puder juntar.
A família será o seu maior conforto ao longo de todo o ano de 2013. Não se faça de rogado e fique a maior parte do tempo ao lado daquelas pessoas que estão com você para o que der e vier. Não deixe de curtir a intimidade do lar.
Sinta a tranquilidade deste número e permita-se caminhar conforme o seu ritmo. Pode até demorar mais do que você deseja, mas o importante é que o resultado será atingido. Aproveite a vibração e curta o ano do número 6!
Orixas Regentes em 2013
Em 2013 as energias que vão reger e influenciar o ano são dos orixás Xangô e Iansã. Será um ano que vai favorecer a justiça, a boa conduta e a fé.
Xangô é o orixá que exerce a "justiça divina". Quando você pede para Xangô, ele vai consultar o seu livro da vida e ver se você tem merecimento naquilo que você pediu. Por isso esse ano não vai favorecer quem anda na escuridão, quem tem duas caras ou não tem uma boa conduta. Será um ano de "acerto de contas", portanto ande na linha!
Em 2013 é importante rever nossas práticas e buscarmos sermos pessoas melhores, mais justas, honestas e íntegras. Será fundamental neste ano rever nossos conceitos e nos entregarmos com fé às boas batalhas.
Pela influência de Iansã, 2013 promete ser um ano bom para o amor, para viver grandes paixões.
Como Iansã rege sob os ventos e Xangô comanda os raios, este também poderá ser um ano de mudanças climáticas.
2013 promete ser o ano do bem sobre o mal. Vamos renovar nossa fé e pedir a Xangô que nos abençoe com a justiça divina, nos mostrando o melhor caminho.
Horóscopo 2013 para o Amor

Numerologia para 2013
Ano de energia 6
pede serenidade e
comprometimento

Segundo a Previsão Astrológica para 2013, o novo ano promete ser mais austero. E, segundo as Previsões da Numerologia, a história não é
diferente. Entraremos em um ano de energia 6 (2+0+1+3=6), número que pede mais comprometimento e responsabilidade em tudo o que fazemos. Número que pede amor de verdade e relações consistentes. Número que pede uma felicidade de fato existente.
No amor, 2013, o Ano de Saturno, será um ano de muitos inícios e poucos términos. Na verdade, o 6 carrega consigo uma vontade de estar junto e construir uma vida a dois de verdade. Pedidos de casamento poderão ser mais comuns e, certamente, corações cansados de aventuras anunciarão a sua aposentadoria.
Por outro lado, aquelas relações que não são baseadas em um sentimento real, que não são construídas com base no respeito, na cumplicidade e na vontade de estar junto, podem ir por água abaixo. Assim como Saturno, este número não aceita aquilo que não vale à pena ser vivido.
No trabalho, o segredo do sucesso estará em apostar nas relações. O 6 pede interação, troca, é o número da generosidade. Proponha-se a ensinar e os aprendizados virão. O crescimento será lento, mas a vitória merecida virá de um jeito sóbrio e realizador.
A vida financeira pedirá cautela. Não poderá haver exageros, para o número 6 tudo é parcimonioso. Gaste com aquilo que realmente for necessário e junte o que puder juntar.
A família será o seu maior conforto ao longo de todo o ano de 2013. Não se faça de rogado e fique a maior parte do tempo ao lado daquelas pessoas que estão com você para o que der e vier. Não deixe de curtir a intimidade do lar.
Sinta a tranquilidade deste número e permita-se caminhar conforme o seu ritmo. Pode até demorar mais do que você deseja, mas o importante é que o resultado será atingido. Aproveite a vibração e curta o ano do número 6!
Orixas Regentes em 2013
Em 2013 as energias que vão reger e influenciar o ano são dos orixás Xangô e Iansã. Será um ano que vai favorecer a justiça, a boa conduta e a fé.
Xangô é o orixá que exerce a "justiça divina". Quando você pede para Xangô, ele vai consultar o seu livro da vida e ver se você tem merecimento naquilo que você pediu. Por isso esse ano não vai favorecer quem anda na escuridão, quem tem duas caras ou não tem uma boa conduta. Será um ano de "acerto de contas", portanto ande na linha!
Em 2013 é importante rever nossas práticas e buscarmos sermos pessoas melhores, mais justas, honestas e íntegras. Será fundamental neste ano rever nossos conceitos e nos entregarmos com fé às boas batalhas.
Pela influência de Iansã, 2013 promete ser um ano bom para o amor, para viver grandes paixões.
Como Iansã rege sob os ventos e Xangô comanda os raios, este também poderá ser um ano de mudanças climáticas.
2013 promete ser o ano do bem sobre o mal. Vamos renovar nossa fé e pedir a Xangô que nos abençoe com a justiça divina, nos mostrando o melhor caminho.
Horóscopo 2013 para o Amor
ÁRIES
Sua vida social estará movimentadíssima, principalmente nos primeiros meses do ano. Mas, se quiser algo realmente sério, invista no amor entre junho e outubro. Se estiver comprometido, tome cuidado com a falta de tempo para o amor. Lembre-se de que este será um ano de muitas cobranças.
Melhores combinações: leão, sagitário e libra.
TOURO
Você não vai querer saber de brincadeiras neste setor da sua vida. Para você, 2013 será um ano definitivo no amor. Aposte no período entre fevereiro e abril. Com tanto otimismo e desejo, você será capaz de transformar um amor de carnaval em uma relação séria e verdadeira.
Melhores combinações: virgem, capricórnio e escorpião.
GÊMEOS
Em um ano em que sua vida sexual estará agitada, é claro que você poderá usufruir do amor com tudo o que tem direito. Os melhores meses serão de fevereiro a julho. Se estiver solteiro, comece a ficar mais antenado no seu ambiente de trabalho. De lá pode sair um grande amor.
Melhores combinações: libra, aquário e sagitário.
CÂNCER
Você está sempre em busca de segurança no amor e, com Saturno ditando as regras lá de cima, se sentirá extremamente confortável para buscar o que tanto deseja. Entre fevereiro e julho, tudo dará certo na sua vida amorosa. Use o seu carisma e tente falar bastante sobre os seus sentimentos.
Melhores combinações: escorpião, peixes e capricórnio.
LEÃO
Pode dar adeus a qualquer situação constrangedora neste setor de sua vida. Os primeiros meses de 2013 prometem boas surpresas e tudo o que você precisará fazer é usar o seu charme. Se estiver comprometido, pode ser que a relação evolua para um grau mais sério de comprometimento. Que tal um casamento em pleno ano de Saturno?
Melhores combinações: áries, sagitário e aquário.
VIRGEM
Por mais que o seu signo não seja de muita paquera, em 2013, Saturno pedirá que você se deixe levar pelo calor do momento. Este planeta pede mudanças e você não se fará de rogado. Use o seu charme e, certamente, solteirice não fará parte de seu dicionário. Se estiver comprometido, apimente a relação.
Melhores combinações: touro, capricórnio e peixes.
LIBRA
2013 será um ano bem quente para o seu signo. Nada de uma relação mais ou menos. Tudo terá muita intensidade e verdade. Nos primeiros meses do ano, você terá grandes chances de engatar uma relação duradoura. Se estiver comprometido, prepare-se para muito romance!
Melhores combinações: gêmeos, aquário e áries.
ESCORPIÃO
Falar em sorte será pouco. O ano de 2013 será o seu ano no amor! Use todo o seu charme, já bastante conhecido por todos os nativos, e foque nos seus objetivos. Só não se esqueça de que Saturno traz comprometimento. E, por mais que seu desejo seja de ficar só na paquera, tudo pode mudar e você poderá ser fisgado!
Melhores combinações: câncer, peixes e touro.
SAGITÁRIO
Ninguém conseguirá resistir ao seu charme. Se estiver solteiro, pode dar adeus a sua situação de agora. Mais visado do que nunca, terá a chance de escolher o par que quiser. Entre março e abril sua estrela vai brilhar ainda mais. Se estiver comprometido, pode aguardar momentos inesquecíveis.
Melhores combinações: áries, leão e gêmeos.
CAPRICÓRNIO
Saturno é seu regente e é ele quem ditará as regras em 2013. Logo, você sabe que sorte não lhe faltará no próximo ano. Já que você gosta de relações sérias, aproveite o momento e invista em alguém que realmente valha o seu esforço. Este será um ótimo período para engatar novos romances ou sedimentar a relação.
Melhores combinações: touro, virgem e câncer.
AQUÁRIO
Você anda sonhando em encontrar a sua alma gêmea? Pois bem, pode colocar um sorriso no rosto, preparar o modelito e sair à caça a partir de janeiro de 2013. Saturno te reserva ótimas surpresas, dentre elas, um relacionamento sério e verdadeiro. O sucesso será tanto, que ficará difícil escolher o melhor pretendente. Os comprometidos terão suas relações renovadas!
Melhores combinações: gêmeos, libra e leão.
PEIXES
O seu signo não suporta ficar sozinho. Logo, este será um ano muito bom, já que Saturno trará para você tudo o que tanto deseja: um amor sério e comprometido. Só não espere muito romance. Tudo acontecerá de um jeito prático e mais frio do que os piscianos sonham. Os que já tem alguém deverão viver novas experiências no amor.
Melhores combinações: câncer, escorpião e virgem.
Sua vida social estará movimentadíssima, principalmente nos primeiros meses do ano. Mas, se quiser algo realmente sério, invista no amor entre junho e outubro. Se estiver comprometido, tome cuidado com a falta de tempo para o amor. Lembre-se de que este será um ano de muitas cobranças.
Melhores combinações: leão, sagitário e libra.
TOURO
Você não vai querer saber de brincadeiras neste setor da sua vida. Para você, 2013 será um ano definitivo no amor. Aposte no período entre fevereiro e abril. Com tanto otimismo e desejo, você será capaz de transformar um amor de carnaval em uma relação séria e verdadeira.
Melhores combinações: virgem, capricórnio e escorpião.
GÊMEOS
Em um ano em que sua vida sexual estará agitada, é claro que você poderá usufruir do amor com tudo o que tem direito. Os melhores meses serão de fevereiro a julho. Se estiver solteiro, comece a ficar mais antenado no seu ambiente de trabalho. De lá pode sair um grande amor.
Melhores combinações: libra, aquário e sagitário.
CÂNCER
Você está sempre em busca de segurança no amor e, com Saturno ditando as regras lá de cima, se sentirá extremamente confortável para buscar o que tanto deseja. Entre fevereiro e julho, tudo dará certo na sua vida amorosa. Use o seu carisma e tente falar bastante sobre os seus sentimentos.
Melhores combinações: escorpião, peixes e capricórnio.
LEÃO
Pode dar adeus a qualquer situação constrangedora neste setor de sua vida. Os primeiros meses de 2013 prometem boas surpresas e tudo o que você precisará fazer é usar o seu charme. Se estiver comprometido, pode ser que a relação evolua para um grau mais sério de comprometimento. Que tal um casamento em pleno ano de Saturno?
Melhores combinações: áries, sagitário e aquário.
VIRGEM
Por mais que o seu signo não seja de muita paquera, em 2013, Saturno pedirá que você se deixe levar pelo calor do momento. Este planeta pede mudanças e você não se fará de rogado. Use o seu charme e, certamente, solteirice não fará parte de seu dicionário. Se estiver comprometido, apimente a relação.
Melhores combinações: touro, capricórnio e peixes.
LIBRA
2013 será um ano bem quente para o seu signo. Nada de uma relação mais ou menos. Tudo terá muita intensidade e verdade. Nos primeiros meses do ano, você terá grandes chances de engatar uma relação duradoura. Se estiver comprometido, prepare-se para muito romance!
Melhores combinações: gêmeos, aquário e áries.
ESCORPIÃO
Falar em sorte será pouco. O ano de 2013 será o seu ano no amor! Use todo o seu charme, já bastante conhecido por todos os nativos, e foque nos seus objetivos. Só não se esqueça de que Saturno traz comprometimento. E, por mais que seu desejo seja de ficar só na paquera, tudo pode mudar e você poderá ser fisgado!
Melhores combinações: câncer, peixes e touro.
SAGITÁRIO
Ninguém conseguirá resistir ao seu charme. Se estiver solteiro, pode dar adeus a sua situação de agora. Mais visado do que nunca, terá a chance de escolher o par que quiser. Entre março e abril sua estrela vai brilhar ainda mais. Se estiver comprometido, pode aguardar momentos inesquecíveis.
Melhores combinações: áries, leão e gêmeos.
CAPRICÓRNIO
Saturno é seu regente e é ele quem ditará as regras em 2013. Logo, você sabe que sorte não lhe faltará no próximo ano. Já que você gosta de relações sérias, aproveite o momento e invista em alguém que realmente valha o seu esforço. Este será um ótimo período para engatar novos romances ou sedimentar a relação.
Melhores combinações: touro, virgem e câncer.
AQUÁRIO
Você anda sonhando em encontrar a sua alma gêmea? Pois bem, pode colocar um sorriso no rosto, preparar o modelito e sair à caça a partir de janeiro de 2013. Saturno te reserva ótimas surpresas, dentre elas, um relacionamento sério e verdadeiro. O sucesso será tanto, que ficará difícil escolher o melhor pretendente. Os comprometidos terão suas relações renovadas!
Melhores combinações: gêmeos, libra e leão.
PEIXES
O seu signo não suporta ficar sozinho. Logo, este será um ano muito bom, já que Saturno trará para você tudo o que tanto deseja: um amor sério e comprometido. Só não espere muito romance. Tudo acontecerá de um jeito prático e mais frio do que os piscianos sonham. Os que já tem alguém deverão viver novas experiências no amor.
Melhores combinações: câncer, escorpião e virgem.
OS CIGANOS
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L.L
, segunda-feira, 26 de novembro de 2012 at 06:04, in
A LINHA DOS CIGANOS
Os Ciganos inicialmente se manifestaram na Umbanda dentro da Linha do Oriente.
Mais tarde, vieram como Linha autônoma e com um campo especializado de atuação, que se volta muito para a magia visando à prosperidade, à união das famílias, ao amor, à cura, à quebra de magias negativas, à superação de preconceitos e de traumas e bloqueios emocionais.
A Linha dos Ciganos tem a Regência dos Orixás Egunitá (que inclusive é sincretizada com Santa Sara Kali, a Padroeira do Povo Cigano), Oyá-Tempo e Yansã.
A Linha traz o arquétipo de um povo muito antigo e místico, de alma livre, desapegado e, por isso mesmo, capaz de atrair a prosperidade no campo espiritual e material e de ensiná-la a quem precise.
Popularmente, às vezes se pensa que os Ciganos eram apegados a jóias e metais preciosos, mas o que ocorre é que esses valores eram de fácil transporte para eles, que eram nômades, e assim procuravam ter meios de subsistência. O desapego e o senso de liberdade aparecem na sua maneira de viver, que é sustentada em suas crenças, tradições e na valorização da família. Nunca se envolveram em disputas por domínio ou conquistas.
Segundo a maioria dos pesquisadores da atualidade, a origem dos Ciganos está na Índia. Ao que tudo indica, de início não eram nômades, mas condições adversas os levaram a peregrinar. Alguns pesquisadores apontam que foram expulsos por invasores muçulmanos, por volta do século 10, e daí em diante tornaram-se nômades.
Os Ciganos são grandes conhecedores da magia, alegres, amantes da natureza, muito voltados para a família, serenos e sábios conselheiros. São especialistas em preparar remédios com raízes, folhas, pós e pomadas. São portadores de uma Energia que favorece muito a prosperidade, pois estimula nas pessoas um sentimento de liberdade, de amor e celebração da vida, bem como o desapego, fatores indispensáveis para se atrair a ”boa sorte” e “a fortuna”.
O Povo Cigano traz uma extraordinária bagagem cultural. Por sua natureza nômade, os Ciganos viveram em diversas regiões do mundo, acabando por somar aos próprios conhecimentos aquilo que assimilaram de tantas outras culturas.
Ao longo da história, os Ciganos enfrentaram inúmeros preconceitos, desconfianças e acusações injustas, sendo banidos de muitas regiões do planeta. Eram fechados na sua maneira de viver, no sentido de que falavam um idioma próprio e nunca tiveram uma tradição escrita, tudo é passado oralmente; e, por serem muito místicos, pareciam sempre misteriosos. Muitos foram presos e escravizados; grande número deles foi assassinado na Inquisição e, mais recentemente, pelo nazismo.
Todos os povos têm entre si bons e maus elementos; e com os Ciganos não poderia ser diferente. O que não se pode é julgar todos pelo comportamento da minoria. A causa de tantas perseguições foi a sua cor de pele e a sua mística (seus dons místicos), outro motivo nunca foi provado. Eles sofreram porque eram diferentes; e infelizmente até hoje “ser diferente” incomoda a alguns e gera atos de preconceito e de discriminação abomináveis.
Apesar de tudo isso, os Ciganos souberam preservar sua mística, sua alma livre e suas tradições culturais; inclusive a partir do idioma, o Romani (ou Romanês), até hoje falado pela grande maioria dos Ciganos de todo o mundo. Eles mantiveram sua fé, suas crenças, sua sabedoria, sua magia, seu espírito livre de “cidadãos do mundo”, nunca lutaram por uma terra própria, não se apegaram a pedaço algum de chão. São “viajantes que dormem sob o teto das estrelas; filhos da Terra, da água, do vento, do sol, da lua, da chuva, do dia e da noite; e irmãos de todas as criaturas”, como nos disse um dia uma Entidade Cigana. Existe noção mais bela de vida do que esta: “ser um viajante”? Afinal, estamos aqui de passagem...
Por toda a sua bagagem espiritual e cultural e por sua história de peregrinações e sofrimento, os Ciganos receberam do Astral Superior uma Linha de Trabalho que lhes rende homenagem. Não foram aceitos em alguns lugares, quando encarnados. Mas, ao desencarnar, conquistaram um Grau perante a Espiritualidade; vindo a somar suas forças às das demais Falanges de Trabalhadores da Umbanda, o que nos proporciona o privilégio de entrar em contato com esses espíritos antigos, que muito podem nos auxiliar, como de fato auxiliam, com sua sabedoria de vida.
Trabalham preferencialmente na Vibração da Direita e neste caso não costumam usar a cor preta (em velas, roupas etc.). Aqueles que trabalham na Vibração da Esquerda são os Exus e as Pombagiras Ciganas, Guardiões e Guardiãs a serviço da Luz nas trevas, dentro dos seus campos de atuação, como todo Guardião e Guardiã.
Os Ciganos gostam de música e dança. Suas Giras são envolventes, coloridas pelas suas vestes e, acima de tudo, pela sua energia alegre e amiga.
Usam muitos elementos magísticos, tais como: lenços e fitas coloridas, moedas, punhais, espelhos, taças, chaves, baralho, dados, pedras, runas, leques e incensos. Observam muito as fases da Lua para os seus trabalhos. No geral, a Lua Cheia é considerada a mais favorável, é a “lua madrinha” dos Ciganos.
Cada incenso que usam tem uma finalidade específica. Exemplos:●Mirra- incenso considerado sagrado. Usado para limpeza, durante e após os rituais, bem como para desfazer magias negativas;
●Sândalo- para estabelecer a sintonia com o Astral;
●Lótus- para paz e tranquilidade;
●Benjoim- para proteção e limpeza;
●Madeira- para abrir os caminhos;
●Almíscar- para favorecer os romances;
●Jasmim- para o amor;
●Laranja- para acalmar uma pessoa ou um ambiente.
Costumam indicar o incenso de sua preferência, ligado ao seu campo específico de trabalho. Numa oferenda para manutenção, agrado ou tratamento, podemos usar incenso de rosas (leveza, elevação e louvação espiritual), na falta de indicação específica.
Alguns Símbolos Ciganos:
Tudo no mundo Cigano está envolvo em magia. Há muitos símbolos, como estes:
●Roda – É o grande símbolo Cigano. Simboliza o “Sansara”, o ir e vir; o passar por diversos estados; o ciclo nascimento/morte/renascimento. Usado para “o despertar da consciência” e assim promover a evolução e o equilíbrio.
●Estrela de seis pontas- Simboliza proteção. É o símbolo dos grandes Chefes Ciganos. Usado como talismã de proteção contra inimigos visíveis e invisíveis. Também conhecido como Estrela Cigana e Estrela de David. Representa sucesso e evolução interior. Suas seis pontas formam dois triângulos iguais, que indicam a igualdade entre o que está encima e o que está embaixo (princípio de uma das Leis Herméticas).
●Estrela de cinco pontas (pentagrama)- Simboliza evolução, o domínio dos cinco sentidos. Usado para proteção, está associado à intuição, à sorte e ao êxito.
●Ferradura- Simboliza energia e sorte. Os Ciganos a consideram um poderoso talismã. É usada para atrair energia positiva, a boa sorte e a fortuna e para afastar a má sorte. Também representa o esforço e o trabalho.
●Chave- Simboliza as soluções. Usada para atrair boas soluções de problemas. Quando trabalhada no fogo, atrai sucesso e riquezas.
●Lua- Simboliza a magia e os mistérios. Usada geralmente pelas Ciganas para atrair percepção, o poder feminino, a cura e o exorcismo, e sempre atentando para as suas fases: Nova, Crescente, Cheia e Minguante. A Lua Cheia é o maior símbolo de ligação com o Sagrado, sendo chamada de “madrinha”. As grandes festas Ciganas sempre acontecem em noites de Lua Cheia.
●Coruja- Simboliza "ver a totalidade". É usado para ampliar a percepção com a sabedoria, possibilitando ver a totalidade, o consciente e o inconsciente.
●Âncora- Simboliza segurança. Usada para trazer segurança e equilíbrio no plano físico, inclusive financeiro, e para se livrar de perdas materiais.
●Moeda- Simboliza proteção e prosperidade. Usada contra energias negativas e para atrair dinheiro. É associada ao equilíbrio e à justiça, bem como à riqueza material e espiritual representada nas duas faces da moeda (cara e coroa). Para os Ciganos, cara é o ouro físico; e coroa é o espiritual.
●Punhal- Simboliza força, poder, vitória e superação. Muito usado nos rituais de magia, tem o poder de transmutar energias. Os Ciganos usavam o punhal para abrir matas e por isso ele é um dos grandes símbolos de superação e pioneirismo, além da roda.
●Taça- Simboliza união e receptividade (qualquer líquido cabe nela e adquire sua forma). No casamento Cigano, os noivos tomam vinho numa única taça, representando valor e comunhão eterna.
●Trevo- É o símbolo mais tradicional de boa sorte. O trevo de quatro folhas traz felicidade e fortuna; encontrar um é prenúncio de boas notícias.
A Devoção a SANTA SARA KALI

A maior peregrinação dos Ciganos é a que acontece para Saintes-Maries-de-La-Mèr, na região de Camargue (Sul da França), onde fica o Santuário de Santa Sara. Todos os anos, Ciganos do mundo inteiro peregrinam às margens do mar Mediterrâneo para louvar Santa Sara, nos dias 24 e 25 de maio. A origem do culto a Santa Sara permanece um mistério. Foi provavelmente na primeira metade do século XIX que os Boêmios criaram o hábito da grande peregrinação anual a Camargue.
Contam-se muitos milagres atribuídos a Santa Sara, considerada a Padroeira do Povo Cigano.
Além de trazer saúde e prosperidade, Santa Sara Kali é cultuada pelas Ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar e como protetora dos partos difíceis.
Muitas Ciganas que não conseguiam ter filhos faziam promessas: se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mèr, cumprindo uma noite de vigília e depositando em seus pés, como oferenda, o mais bonito lenço (diklô) que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas Ciganas receberam esta graça.
Existem muitas lendas sobre Santa Sara.
Uma delas conta que entre os anos 44 e 45 d.C., quando o rei Herodes perseguia os cristãos, alguns discípulos de Jesus foram colocados no mar, em embarcações sem remos e sem provisões, entregues à própria sorte. Numa dessas embarcações estavam Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino que, junto com Sara, uma cigana escrava, foram atirados ao mar. As três Marias entraram em desespero, chorando e rezando.
Então, Sara retirou o diklô (lenço) da cabeça, chamou por Kristesko (Jesus Cristo) e fez um juramento: se todos se salvassem, ela seria escrava do Mestre Jesus e jamais andaria com a cabeça descoberta, em sinal de respeito.
Milagrosamente, a barca atravessou o oceano e aportou em Petit-Rhône, hoje Saintes-Maries-de-La-Mèr, na França. E Sara cumpriu sua promessa até ao fim de seus dias.
Até hoje, o diklô (lenço) é um simbolismo forte entre os Ciganos. Significa a aliança da mulher casada, um sinal de respeito e fidelidade.
Nomes Simbólicos:
De Ciganos: Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor, Ramon etc.
De Ciganas: Esmeralda, Carmem, Salomé, Carmensita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita etc.
Dia da Semana: A 5ª-feira, associada ao planeta Júpiter e ao Orixá Egunitá.
Campo de Atuação: Atração da prosperidade em todos os sentidos; despertar a consciência, o desapego, o senso de liberdade e de amor pela vida; cura espiritual e física; corte de magias negativas.
Ponto de Força: Espaços abertos, jardins e campos floridos.
Cor: Cores variadas: violeta, azul noite (“royal”), verde, rosa, amarelo, vermelho, branco etc. Os Ciganos que trabalham na Direita não costumam usar a cor preta.
Saudação: Salve a Roda e a Fortuna!
Elementos de Trabalho: Baralho, espelho, punhal, dados, cristais (pedras coloridas), moedas antigas, medalhas, estrelas de seis e de cinco pontas, chave, ferradura, trevo, taça, roda, âncora, fitas e lenços coloridos, instrumentos musicais, leques, folha de sândalo, raiz de violeta, folha de tabaco, tacho de cobre ou de prata, cestas de vime, areia de rio, vinho, perfumes.
Sementes: Girassol, trigo, lentilhas, grão de bico, grãos em geral.
Ervas:Jasmim; alecrim; sálvia; hortelã; pétalas de rosas; folha de laranja e limão; folha de louro; pétalas, folhas e raiz de violeta; canela; cravo; folha de tabaco; folha de sândalo. Especialmente são indicadas as ervas dos Orixás Oyá-Tempo, Yansã e Egunitá.
Incensos: Mirra, sândalo, benjoim, lótus, jasmim, almíscar, madeira, rosas, canela, cravo, laranja.
Pedras: Os Ciganos trabalham com Pedras de cores variadas: violeta, verde, amarelo, vermelho, pedras brancas etc., e que tenham brilho, beleza e transparência. Algumas pedras: Quartzo Branco Leitoso, Esmeralda, Turmalina Verde, Citrino, Pirita, Granada. (Fonte: Angélica Lisanty, “Os Cristais e os Orixás”, Madras Editora.)
Bebidas: Chá preto ou mate com frutas picadas; suco de frutas; leite ou água com mel; chá branco; vinho tinto com mel; licor.

Frutas: Maçã, romã, morango, uvas verdes, pêssego, banana, ameixa, tâmara, damasco, figo maduro, frutas cristalizadas, frutas secas (uva-passa, nozes, avelãs, castanhas, figo seco, damasco seco etc.), laranja, limão.
Flores: Flores do campo; rosas vermelhas, amarelas e cor-de-rosa; violetas; girassol.

●Taça- Simboliza união e receptividade (qualquer líquido cabe nela e adquire sua forma). No casamento Cigano, os noivos tomam vinho numa única taça, representando valor e comunhão eterna.
●Trevo- É o símbolo mais tradicional de boa sorte. O trevo de quatro folhas traz felicidade e fortuna; encontrar um é prenúncio de boas notícias.
A Devoção a SANTA SARA KALI
A maior peregrinação dos Ciganos é a que acontece para Saintes-Maries-de-La-Mèr, na região de Camargue (Sul da França), onde fica o Santuário de Santa Sara. Todos os anos, Ciganos do mundo inteiro peregrinam às margens do mar Mediterrâneo para louvar Santa Sara, nos dias 24 e 25 de maio. A origem do culto a Santa Sara permanece um mistério. Foi provavelmente na primeira metade do século XIX que os Boêmios criaram o hábito da grande peregrinação anual a Camargue.
Contam-se muitos milagres atribuídos a Santa Sara, considerada a Padroeira do Povo Cigano.
Além de trazer saúde e prosperidade, Santa Sara Kali é cultuada pelas Ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar e como protetora dos partos difíceis.
Muitas Ciganas que não conseguiam ter filhos faziam promessas: se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mèr, cumprindo uma noite de vigília e depositando em seus pés, como oferenda, o mais bonito lenço (diklô) que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas Ciganas receberam esta graça.
Existem muitas lendas sobre Santa Sara.
Uma delas conta que entre os anos 44 e 45 d.C., quando o rei Herodes perseguia os cristãos, alguns discípulos de Jesus foram colocados no mar, em embarcações sem remos e sem provisões, entregues à própria sorte. Numa dessas embarcações estavam Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino que, junto com Sara, uma cigana escrava, foram atirados ao mar. As três Marias entraram em desespero, chorando e rezando.
Então, Sara retirou o diklô (lenço) da cabeça, chamou por Kristesko (Jesus Cristo) e fez um juramento: se todos se salvassem, ela seria escrava do Mestre Jesus e jamais andaria com a cabeça descoberta, em sinal de respeito.
Milagrosamente, a barca atravessou o oceano e aportou em Petit-Rhône, hoje Saintes-Maries-de-La-Mèr, na França. E Sara cumpriu sua promessa até ao fim de seus dias.
Até hoje, o diklô (lenço) é um simbolismo forte entre os Ciganos. Significa a aliança da mulher casada, um sinal de respeito e fidelidade.
Nomes Simbólicos:
De Ciganos: Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor, Ramon etc.
De Ciganas: Esmeralda, Carmem, Salomé, Carmensita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita etc.
Dia da Semana: A 5ª-feira, associada ao planeta Júpiter e ao Orixá Egunitá.
Campo de Atuação: Atração da prosperidade em todos os sentidos; despertar a consciência, o desapego, o senso de liberdade e de amor pela vida; cura espiritual e física; corte de magias negativas.
Ponto de Força: Espaços abertos, jardins e campos floridos.
Cor: Cores variadas: violeta, azul noite (“royal”), verde, rosa, amarelo, vermelho, branco etc. Os Ciganos que trabalham na Direita não costumam usar a cor preta.
Saudação: Salve a Roda e a Fortuna!
Elementos de Trabalho: Baralho, espelho, punhal, dados, cristais (pedras coloridas), moedas antigas, medalhas, estrelas de seis e de cinco pontas, chave, ferradura, trevo, taça, roda, âncora, fitas e lenços coloridos, instrumentos musicais, leques, folha de sândalo, raiz de violeta, folha de tabaco, tacho de cobre ou de prata, cestas de vime, areia de rio, vinho, perfumes.
Sementes: Girassol, trigo, lentilhas, grão de bico, grãos em geral.
Ervas:Jasmim; alecrim; sálvia; hortelã; pétalas de rosas; folha de laranja e limão; folha de louro; pétalas, folhas e raiz de violeta; canela; cravo; folha de tabaco; folha de sândalo. Especialmente são indicadas as ervas dos Orixás Oyá-Tempo, Yansã e Egunitá.
Incensos: Mirra, sândalo, benjoim, lótus, jasmim, almíscar, madeira, rosas, canela, cravo, laranja.
Pedras: Os Ciganos trabalham com Pedras de cores variadas: violeta, verde, amarelo, vermelho, pedras brancas etc., e que tenham brilho, beleza e transparência. Algumas pedras: Quartzo Branco Leitoso, Esmeralda, Turmalina Verde, Citrino, Pirita, Granada. (Fonte: Angélica Lisanty, “Os Cristais e os Orixás”, Madras Editora.)
Bebidas: Chá preto ou mate com frutas picadas; suco de frutas; leite ou água com mel; chá branco; vinho tinto com mel; licor.
Frutas: Maçã, romã, morango, uvas verdes, pêssego, banana, ameixa, tâmara, damasco, figo maduro, frutas cristalizadas, frutas secas (uva-passa, nozes, avelãs, castanhas, figo seco, damasco seco etc.), laranja, limão.
Flores: Flores do campo; rosas vermelhas, amarelas e cor-de-rosa; violetas; girassol.

Oferenda ritual: Frutas frescas e/ou secas; pães ou farinha de trigo com mel; flores e fitas coloridas; moedas; água com mel incenso; velas. Depositar sobre folhas de eucalipto, alecrim e/ou sálvia. Acender o incenso. Circular com água e mel. Firmar velas: branca, violeta, rosa, azul, amarela, verde e vermelha. Se a oferenda for realizada na natureza, recolher o material depois que as velas queimarem, agradecer e colocar no lixo.
Cozinha Ritualística- Comidas Típicas Ciganas:
1-Arroz da esperança- ●Para restaurar a esperança. ●Ingredientes: duas xícaras de arroz cozido; meia xícara de manteiga derretida; meia xícara de cebola picada; meia xícara de queijo suíço picado; dois ovos batidos; duas xícaras de leite; um maço de espinafre cozido e picado; um maço de brócolis cortado e cozido; uma colher de sal com alho.
●Misturar os ingredientes e assar por uns 20 minutos. Servir com a salada verde de sua preferência.
2- Batatas da felicidade- ●Para quebrar a tristeza. ●Ingredientes: 6 batatas grandes; um quarto de xícara de manteiga; 200 gramas de iogurte; 1 colher de chá de alecrim; 2 colheres de chá de salsinha picada; uma colher de café de sálvia; 1 pitada de sal e uma de pimenta do reino; 1 colher de sopa de manteiga derretida; 1 xícara de salsinha picada para enfeitar. ●Cozinhar as batatas com casca, até ficarem macias. Descascar e fazer um buraco em cada uma delas. Pegar a polpa retirada das batatas e amassar bem, adicionar um quarto de xícara de manteiga e mexer. Juntar o iogurte, o alecrim, a salsinha, a sálvia, o sal e a pimenta, batendo bem, até obter uma mistura cremosa e fofa. Rechear as batatas e pincelar com a manteiga derretida. Colocar numa assadeira de cerâmica e assar em forno quente por 15 minutos. Salpicar a salsa picadinha.
3- FEIJÃO DA BRUXA - ●Protege contra energias malignas. ●Atenção para o significado de cada ingrediente e forma de preparo. ●Ingredientes: Duas xícaras de feijão (grão que germina e nos vitaliza); 1 cebola pequena ralada; 3 folhas de louro (para visões e boa sorte); meia colher (café) de noz-moscada ralada (atrai a prosperidade); pétalas de rosa fresca (para o amor); 4 colheres de azeite de oliva (energia); 1 colher (chá) de gengibre ralado (para proteção); 2 dentes de alho em fatias finas; um pedacinho de canela (estimulante sexual; traz dinheiro e felicidade); sal a gosto; salsinha picada; água mineral para cozinhar. ●Lavar o feijão e colocá-lo para cozinhar na água com o sal, de preferência num caldeirão de ferro. Reservar. Numa frigideira, juntar o óleo, o alho a cebola e os demais ingredientes e dar uma leve fritada, mexendo com cuidado e utilizando uma colher de pau. Despejar esses ingredientes no feijão e mexer em sentido horário, pedindo a Deus que te dê aquilo que julgas precisar.
4- Bolo de Especiarias― ●Preparar com o pensamento voltado para Deus, pedindo prosperidade. Usar uma colher de pau para mexer. ● Massa: Um leite condensado; meia xícara (chá) de mel; 1 colher (sopa) de café solúvel; 2 ovos inteiros; 2 xícaras e meia (chá) de farinha de trigo; 1 xícara (chá) de chocolate em pó; 1 pitada de sal; 1 colher (sopa) de fermento em pó; 1 colher (chá) de canela em pó; meia colher (chá) de cravo em pó; meia colher (chá) de noz-moscada em pó; meia xícara (chá) de amêndoas; meia xícara de uva passa branca; meia xícara de ameixa picada; ●Glacê: 2 xícaras (chá) de açúcar de confeiteiro, 2 claras em neve, 1 colher (sopa) de limão ●Preparo: Levar o leite condensado, o mel e o café solúvel ao fogo brando e misturar por uns 5 minutos. Retirar do fogo e mexer até amornar. Bater os ovos e acrescentar à mistura, sempre batendo. Aos poucos, colocar a farinha, o chocolate em pó, o fermento, o sal, a canela e a noz-moscada, misturando até formar uma massa homogênea. Acrescentar as amêndoas, as passas e as ameixas, mexendo devagar com uma colher de pau e pedindo prosperidade. Colocar em assadeira untada e levar ao forno médio. Depois de assado e ainda quente, enfeitar com o glacê.
5-Armianca: Salada de alface e tomate em rodelas, champignon, queijo de cabra, cenoura, beterraba em pedaços e berinjela frita em tiras. Enfeitar com uvas-passas, raminhos de hortelã e pétalas de flores.
6-Assados e Carnes: ●Pernil de carneiro; ●Pernil de leitão; ●Carne de cabrito frita com arroz e brócolis (ou com lentilha ou nozes); ●Roletes de carne bovina ou de frango com pedaços de cebola, tomate e de pimentão verde e amarelo; ●Costela defumada bovina ou suína e bacon, ao molho vermelho de tomate e pimentão, com batatas pequenas cozidas na casca e páprica doce; ●Charutos (rolinhos) feitos em folha de repolho e recheados com lombo ou carne bovina moída, azeitonas, bacon e molho dourado. Também podem ser feitos em folha de uva e recheados com bacalhau.
7-Queijo de cabra cru ou frito.
8- Ponche de Frutas com champanhe e/ou refrigerante. Enfeitar com pétalas de rosas.
9-Torta folhada salgada ou doce.
10-Cozido Manouche: Feito com feijões vermelhos grandes, pedaços de carne e osso de pernil de porco, alho poró em pedaços, salsão com as folhas em pedaços, alhos comuns inteiros, cenouras e batatas cortadas em pedaços grandes, sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto e arroz branco, que deve ser incorporado na última etapa do cozimento.
11-Cozido de arroz, batata, carne e páprica ardida.
12-Pão de Milho.
13-Pão redondo de Farinha de Trigo.
14-Polenta.
15-Grão de bico com linguiça.
16-Pirão de Milho.
17-Arroz com lentilhas, carne seca desfiada e nozes.
18- Pastel cozido, que pode ser doce e recheado com uva; ou salgado e recheado com batata ou queijo de cabra.
9- CHÁ CIGANO― É o chá preto, ou então o mate, com pedaços de frutas e mel. Pode ser servido nas Giras, depois de consagrado. Muito solicitado pelas Entidades Ciganas, como forma de comunhão e para transmitir boas energias. Cada fruta tem um significado e uma função magística:
Maçã = felicidade;
Uva fresca = prosperidade;
Uva passa ou ameixa = progresso;
Morango = amor;
Damasco = sensualidade;
Pêssego = equilíbrio pessoal;
Limão = energia positiva e purificação da alma.
●Preparo: Ferver água e despejar sobre o chá, abafando até que fique morno. Cortar as frutas em pedacinhos, macerar bem e misturar ao chá. Coar e servir.
FONTES: “Rituais e Mistérios do Povo Cigano"; “Ciganos- Rom- Um Povo sem Fronteiras”,
livros de NELSON PIRES FILHO, Ed. Madras; 2- Sites “Guardiões da Luz” e “Sociedade Espiritualista Mata Virgem”.
LENDAS SOBRE A ORIGEM DOS CIGANOS- Por Edmundo Pellizari
●Uma lenda Cigana antiga diz que o Povo Cigano foi guiado por um rei, no passado, e que se instalaram numa cidade da Índia chamada Sind, onde eram muito felizes. Mas em um conflito, os muçulmanos os expulsaram, destruindo toda a cidade. Desde então foram obrigados a vagar de uma nação a outra.
●Outra lenda diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza. Um dia, alguém resolveu sair e subir às alturas, descobrindo o mundo da luz e suas belezas.
Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo; retornou à escuridão e contou o que aconteceu. Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também.
Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e, acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza.
Deus concedeu e concordou com o pedido, determinando então que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder. Em troca, concedeu-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselhá-las para o bem.
●Segundo outra lenda, narrada pelo poeta persa Firdausi, no século V d.C., um rei persa mandou vir da Índia dez mil Luros, nome atribuído aos Ciganos, para entreter o seu povo com música. É provável que a corrente migratória tenha passado na Pérsia, mas em data mais recente, entre os séculos IX e X. Vários grupos penetraram no Ocidente, seja pelo Egito, seja pela via dos peregrinos, isto é, Creta e o Peloponeso. O caráter misterioso dos Ciganos deixou uma profunda impressão na sociedade medieval. Mas a curiosidade se transformou em hostilidade, devido aos hábitos de vida muito diferentes daqueles que tinham as populações sedentárias.
BREVE APANHADO DA HISTÓRIA DOS CIGANOS
FONTES: 1-“Introdução à História dos Ciganos”, da Historiadora e Educadora Denize Carolina Auricchio Alvarenga da Silva; 2- “Os Ciganos”, site da “Vida Simples”, Editora Abril Cultural.
Introdução- Hoje, a maioria dos estudiosos concorda em que os Ciganos são originários do noroeste da Índia. Seu idioma é o romanês, que tem semelhanças com línguas indianas como o sânscrito, o prácrito e o punjabi. A sina de povo errante teria começado quando eles foram expulsos da terra natal por invasores muçulmanos, por volta do século 10.
Depois de passar pela Pérsia (atual Irã), chegaram à Europa Ocidental, no início do século 15. Viajavam em grupos de dezenas até várias centenas de pessoas, conforme explica o antropólogo holandês Frans Moonen, coordenador do Núcleo de Estudos Ciganos, com sede no Recife.
Em razão de suas práticas ligadas ao sobrenatural, como leitura das mãos e cartomancia, foram brutalmente perseguidos pela Igreja Católica. Em todo o continente, com raras exceções, foram rejeitados e maltratados.
Chegaram ao Brasil por volta de 1680, deportados de Portugal, segundo Frans Moonen, e trazidos pela corte de D. João VI para divertir a comitiva, sendo cantores, músicos e dançarinos.
Embora não existam estatísticas relacionadas ao número de Ciganos no país, acredita-se que os mais numerosos pertençam ao grupo Kaldrache, um ramo dos Kalon (também conhecidos como Gitanos), que viviam em Portugal e na Espanha.
A história dos Ciganos não é contada por registros próprios (documentos etc.), mas a partir do seu contato com outras sociedades. Os interessados na reconstrução de sua história usaram, principalmente, acervos de arquivos oficiais de locais por onde eles passaram; e alguns se utilizaram do contato no cotidiano e da tradição oral.
Principais Hipóteses sobre as Origens dos Ciganos- Para uns, os Ciganos seriam indianos; para outros, egípcios.
Outras hipóteses: a de terem vindo de algum outro lugar da Ásia (Tartária, Silícia, Mesopotâmia, Armênia, Cáucaso, Fenícia ou Assíria); a de que seriam europeus de regiões afastadas da Hungria, Turquia, Grécia, Alemanha, Bohemia ou Espanha (misto de Mouros e Judeus); a de que eram africanos de outras regiões ( que não o Egito), como a Tunísia.
Após muitas pesquisas, apenas duas hipóteses continuaram sendo examinadas pelos Ciganólogos: a origem egípcia e a indiana.
Ao longo de suas andanças seculares, os Ciganos incorporaram culturas de diversos países, o que dificulta os estudos que tentam reconstruir sua origem e dispersão pelo mundo.
Alguns estudiosos chegaram a recorrer à Bíblia para explicar suas origens como descendentes de Caim: “Sela, de seu lado, deu à luz Tubal Caim, o pai de todos aqueles que trabalham o cobre e o ferro” (Gênesis, capítulo 4, versículo 22).
Aplicou-se também um texto de Ezequiel, capítulo 30, versículo 23: “Dispersarei os egípcios entre as nações, e os disseminarei em diversos países”- já que os Ciganos eram conhecidos como “egípcios”, quando chegaram à Europa.
No século XVIII, linguistas apontaram indícios mais palpáveis da origem indiana, ao comparar o idioma romani com o sânscrito (mais precisamente o hindi, uma de suas derivações). Exemplo: pelo menos na Europa, o Cigano designa a si próprio como “Rom” (Lom, na Armênia; Dom, na Pérsia; Dom ou Dum, Síria) ou então como “Manuche”, palavras que são de origem indiana. “Manuche” ou “manus” deriva do sânscrito e significa "homem livre".
Ainda há divergências entre pesquisadores da Ciganologia, mas os estudos mais recentes apontam para a origem indiana dos Ciganos.
Conta-se que os Ciganos chegaram à Europa dizendo ter vindo do “Pequeno Egito”.
No entanto, pesquisas atuais mostram que eles chegaram à Europa (Espanha) pelo norte, ficando conhecidos como “egípcios”, embora não soubessem informar onde ficava o “Pequeno Egito”.
Não há elementos de certeza para se responder por qual motivo o local era chamado de “Pequeno Egito”. Sabe-se, porém, que não se trata do Egito africano, já que o itinerário das primeiras migrações Ciganas não passa pela África do Norte; logo, não era possível terem vindo do Egito.
E se tivessem saído do Egito em direção à Europa, percorrendo a costa africana, chegariam à Península Ibérica pelo sul (e não pelo norte, como chegaram). Inclusive, o Geógrafo Bellon, ao visitar o vale do Nilo, no século XVI, encontrou pessoas designadas de “Egypicios” na Europa, mas que no próprio Egito eram consideradas estrangeiras e recém-chegadas.
A denominação de “egípcios” pode ter surgido da maneira dos europeus tentarem interpretá-los com base no texto de Ezequiel que fala da dispersão dos egípcios. Outra evidência de que não vieram mesmo do Egito é o fato de que não há elementos egípcios no seu idioma.
A partir da língua, do tipo físico e de algumas crenças religiosas dos Ciganos, delineia-se uma trilha geográfica que permite localizá-los na Índia. Mas a região exata ainda não está definida. Acredita-se que teriam vindo de Sind, Punjab ou de outro ponto.
Estudos sobre suas características físicas, bem como relatos sobre os caracteres dos Ciganos revelam que suas principais semelhanças com os hindus são o rosto comprido e estreito, cabelos e olhos negros, pele bronzeada, nariz um pouco agudo, boca pequena, estatura de regular a alta, corpo robusto e algo que, apesar de não ser físico, era notável: a agilidade.
A Dispersão - Uma História de Perseguição e Sofrimento- Depois de atravessarem a Pérsia (atual República do Irã, Oriente Médio), os Ciganos viveram durante séculos no Império Bizantino, que compreendia vasta região: Cartago e áreas do atual Marrocos; Sul da Península Ibérica; Sul da França, Itália e suas ilhas; a Península dos Bálcãs; Anatólia; Egito; Oriente Próximo; e a Criméia, no Mar Negro.
Nos primeiros anos do século XIV, os Ciganos foram para o Norte e alcançaram os Bálcãs, região Sudeste da Europa, que engloba: Albânia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Grécia, República da Macedônia, Montenegro, Sérvia, o atual Kosovo, parte da Turquia no continente europeu (Trácia), Croácia, Romênia e Eslovênia.
Depois de uns cem anos, já estavam espalhados por toda a Europa. E eles surgem na Europa justamente numa época de perturbações sociais e de intenso movimento nas estradas. A sua natureza errante ou nômade e o seu caráter misterioso transformaram a curiosidade inicial dos europeus em hostilidade. Eles foram considerados inimigos da Igreja, que condenava suas práticas sobrenaturais, como a cartomancia e a leitura das mãos.
A partir do século XV, os Ciganos migraram também para a Europa Ocidental. Geralmente se afirmavam originários do “Pequeno Egito”; e foram denominados de “egípcios”, “egitano” e “gipsy”, entre outros.
Alguns grupos se apresentavam como gregos e atsinganos; ficando conhecidos como “grecianos” (na Espanha), “ciganos” (em Portugal) e “zíngaros” (na Itália).
Na Holanda, a partir do século XVI, são denominados de “heiden”, que significa pagão.
Na França também foram chamados de “tsiganes”, “manouches”, “romaniche” e “boémiens”.
Distribuíram-se, enfim, por várias zonas da Europa.
Grandes grupos de Ciganos vindos dos Pirineus chegam à Espanha, banidos dos países por onde já haviam passado.
Na Espanha, um Decreto de 1449 ordena o desterro de todos os que não tinham ofício reconhecido (século XV). Nos séculos XVI e XVII eles são perseguidos e torturados para confessarem “seus crimes”. Em 1663, Felipe IV os proíbe de se reunirem, de usarem seu idioma, suas roupas e danças. O objetivo era a sua desculturalização e desintegração como grupo. Já em 1783, sob o reinado de Carlos II, fez-se uma política mais favorável e foram considerados “neocastelhanos”. Depois, ainda no século XVIII, tiveram um período de paz durante o reinado de Carlos III, que os utilizou nas artes. Mas governos posteriores derramaram contra eles perseguições, tirando seus empregos e privilégios.
Muitos emigraram para Portugal; e mais tarde pereceram nas fogueiras da Inquisição de D. João II, que promulgou leis de punição contra eles. Posteriormente, Portugal deportou muitos Ciganos para as suas colônias, que eram a África e o Brasil.
Documentos atestam que os Ciganos chegaram à Inglaterra no século XV, por volta de 1430, e logo se espalharam pelas Ilhas Britânicas, País de Gales, Irlanda e Escócia, onde também foram perseguidos. Em 1563 as autoridades ordenam que abandonem o país em três meses, sob pena de morte. Acreditando que os Ciganos vinham do Egito, os ingleses os chamaram de "gypsies".
Devido ao tom escuro da sua pele, nas terras aonde chegavam eram vistos pelos “gadje” (estrangeiros, em romani) como “malditos” ou “enviados do demônio”.
Onde permaneciam e lhes era permitido, os Ciganos trabalhavam como menestréis, marceneiros, ferreiros, artistas e damas de companhia.
O fato de praticarem a quiromancia e a adivinhação foi um argumento usado pela Igreja Católica e pelas diferentes religiões cristãs da época para repudiá-los. Esses preconceitos e hostilidades geraram diversos tipos de perseguições.
Na Europa, a perseguição aos Ciganos não se fez esperar: através da Inquisição, o Estado desencadeou seus mecanismos de perseguição. Os Ciganos foram proibidos de usar seus trajes típicos, cujas cores berrantes e gosto extravagante fugiam à norma social; não podiam falar sua língua, viajar, nem exercer seus ofícios tradicionais. Foram até proibidos de se casarem com pessoas do mesmo grupo étnico e, com isso, os traços fisionômicos dos Ciganos se alteraram, não sendo hoje difícil encontrar Ciganos de olhos claros e cabelo louro.
Em alguns países, foram reduzidos à escravidão.
Na Romênia, os escravos Ciganos só foram libertados em meados do séc. XIX.
Na Hungria e na Transilvânia, eram escravizados sob as acusações de roubo, antropofagia e outras violações da lei, e muitos foram esquartejados ou enterrados vivos em pântanos da região.
Na Boêmia, eles tinham a orelha esquerda cortada, se por lá aparecessem, e também foram acusados de canibalismo.
Na Sérvia, também foram mantidos escravos até meados do século XIX e “caçados” com muita crueldade. Deportações, torturas e matanças ocorreram em vários pontos desse país.
Durante o nazismo comandado por Hitler, acredita-se que cerca de meio milhão de Ciganos foram assassinados. Nessa época, suas mulheres foram esterilizadas, seus filhos eram brutalmente retirados das famílias e entregues a famílias não-ciganas, seus cavalos foram mortos a tiros. Os seus nomes foram alterados, para fugir à perseguição nazista; daí que não seja invulgar encontrar Ciganos com nomes dos “gadje” (estrangeiros).
No final do século XIX houve uma terceira migração de Ciganos do Leste Europeu para os EUA. Num mundo onde tudo muda a uma velocidade alucinante, o destino previsto para estes Ciganos é, por vezes, um tanto sombrio.
Após a Segunda Guerra Mundial, muitos Ciganos das áreas rurais da Eslováquia foram forçados pelos governos a trabalhar nas fábricas da Morávia e da Boêmia, as regiões centrais mais industrializadas. Porém, em 1989, com a Revolução de Veludo e o fim do comunismo no país, os Ciganos foram os primeiros a perder os seus empregos.
Existe uma pequena e assimilada elite intelectual Cigana, mas a maioria dos Ciganos da Europa Central ainda vive em condições precárias, nas grandes cidades. Por conta de perspectivas econômicas desfavoráveis, de um surto de ataques neonazistas e do fascínio que a aparente prosperidade ocidental exerce, milhares de Ciganos emigram para países ocidentais, onde muitos trabalham ilegalmente, pedem esmola ou buscam asilo político.
Estima-se hoje que existam 10 milhões de Ciganos, dos quais 60% vivem na Europa Oriental. A Romênia, com 2,5 milhões, abriga a maior concentração mundial.
Mesmo possuindo uma só origem, o Povo Cigano, durante perseguições e injustiças ao longo dos séculos, tentou conservar sua cultura e tradição inalteradas. Prova disto é o romanês, o idioma universal Cigano falado pelos Clãs em todo o mundo.
Atualmente, dentre dezenas de grupos Ciganos, predominam os seguintes:
1-Grupo Kalon – Falam o calon e são originários do Egito. Durante séculos, situaram-se na Península Ibérica (Portugal e Espanha) e se espalharam por outros países, inclusive da América do Sul, na condição de deportados ou de migrantes. Em algumas situações, tiveram que ocultar sua origem, criando um dialeto próprio, extraído da língua regional. O nomadismo é maior entre esse grupo.
2-Os Rom (ou Roma)― Falam a língua romani e se dividem em vários subgrupos com denominações próprias, como os Matchuaia (originários da Iugoslávia), os Lovara e Churara (da Turquia), os Moldovano (originários da Rússia), os Kalderash (originários da Romênia), os Marcovitch (da Sérvia).
3-Os Sinti ―Falam a língua sintó e são mais encontrados na Alemanha, Itália e França, onde também são chamados Manouche. Fazem parte desta divisão as Famílias Valshtiké, Estrekárja e Aachkane, todas francesas.
Os Ciganos, ao contrário dos Judeus, nunca demonstraram desejo de ter o seu próprio país. Nas palavras de Ronald Lee, escritor Cigano nascido no Canadá, "a pátria dos Roma é onde estão os meus pés".
Conclusão- Por toda a sua história de superação, pela sua extraordinária bagagem espiritual e cultural, damos graças a Deus pelo fato de a Umbanda ser uma religião que acolheu os Espíritos Ciganos, que são nossos conselheiros e orientadores, muito sábios, e amigos fiéis, sempre que os solicitamos com respeito e devoção.
SALVE OS CIGANOS!
SALVE A RODA E A FORTUNA!
Cozinha Ritualística- Comidas Típicas Ciganas:
1-Arroz da esperança- ●Para restaurar a esperança. ●Ingredientes: duas xícaras de arroz cozido; meia xícara de manteiga derretida; meia xícara de cebola picada; meia xícara de queijo suíço picado; dois ovos batidos; duas xícaras de leite; um maço de espinafre cozido e picado; um maço de brócolis cortado e cozido; uma colher de sal com alho.
●Misturar os ingredientes e assar por uns 20 minutos. Servir com a salada verde de sua preferência.
2- Batatas da felicidade- ●Para quebrar a tristeza. ●Ingredientes: 6 batatas grandes; um quarto de xícara de manteiga; 200 gramas de iogurte; 1 colher de chá de alecrim; 2 colheres de chá de salsinha picada; uma colher de café de sálvia; 1 pitada de sal e uma de pimenta do reino; 1 colher de sopa de manteiga derretida; 1 xícara de salsinha picada para enfeitar. ●Cozinhar as batatas com casca, até ficarem macias. Descascar e fazer um buraco em cada uma delas. Pegar a polpa retirada das batatas e amassar bem, adicionar um quarto de xícara de manteiga e mexer. Juntar o iogurte, o alecrim, a salsinha, a sálvia, o sal e a pimenta, batendo bem, até obter uma mistura cremosa e fofa. Rechear as batatas e pincelar com a manteiga derretida. Colocar numa assadeira de cerâmica e assar em forno quente por 15 minutos. Salpicar a salsa picadinha.
3- FEIJÃO DA BRUXA - ●Protege contra energias malignas. ●Atenção para o significado de cada ingrediente e forma de preparo. ●Ingredientes: Duas xícaras de feijão (grão que germina e nos vitaliza); 1 cebola pequena ralada; 3 folhas de louro (para visões e boa sorte); meia colher (café) de noz-moscada ralada (atrai a prosperidade); pétalas de rosa fresca (para o amor); 4 colheres de azeite de oliva (energia); 1 colher (chá) de gengibre ralado (para proteção); 2 dentes de alho em fatias finas; um pedacinho de canela (estimulante sexual; traz dinheiro e felicidade); sal a gosto; salsinha picada; água mineral para cozinhar. ●Lavar o feijão e colocá-lo para cozinhar na água com o sal, de preferência num caldeirão de ferro. Reservar. Numa frigideira, juntar o óleo, o alho a cebola e os demais ingredientes e dar uma leve fritada, mexendo com cuidado e utilizando uma colher de pau. Despejar esses ingredientes no feijão e mexer em sentido horário, pedindo a Deus que te dê aquilo que julgas precisar.
4- Bolo de Especiarias― ●Preparar com o pensamento voltado para Deus, pedindo prosperidade. Usar uma colher de pau para mexer. ● Massa: Um leite condensado; meia xícara (chá) de mel; 1 colher (sopa) de café solúvel; 2 ovos inteiros; 2 xícaras e meia (chá) de farinha de trigo; 1 xícara (chá) de chocolate em pó; 1 pitada de sal; 1 colher (sopa) de fermento em pó; 1 colher (chá) de canela em pó; meia colher (chá) de cravo em pó; meia colher (chá) de noz-moscada em pó; meia xícara (chá) de amêndoas; meia xícara de uva passa branca; meia xícara de ameixa picada; ●Glacê: 2 xícaras (chá) de açúcar de confeiteiro, 2 claras em neve, 1 colher (sopa) de limão ●Preparo: Levar o leite condensado, o mel e o café solúvel ao fogo brando e misturar por uns 5 minutos. Retirar do fogo e mexer até amornar. Bater os ovos e acrescentar à mistura, sempre batendo. Aos poucos, colocar a farinha, o chocolate em pó, o fermento, o sal, a canela e a noz-moscada, misturando até formar uma massa homogênea. Acrescentar as amêndoas, as passas e as ameixas, mexendo devagar com uma colher de pau e pedindo prosperidade. Colocar em assadeira untada e levar ao forno médio. Depois de assado e ainda quente, enfeitar com o glacê.
5-Armianca: Salada de alface e tomate em rodelas, champignon, queijo de cabra, cenoura, beterraba em pedaços e berinjela frita em tiras. Enfeitar com uvas-passas, raminhos de hortelã e pétalas de flores.
6-Assados e Carnes: ●Pernil de carneiro; ●Pernil de leitão; ●Carne de cabrito frita com arroz e brócolis (ou com lentilha ou nozes); ●Roletes de carne bovina ou de frango com pedaços de cebola, tomate e de pimentão verde e amarelo; ●Costela defumada bovina ou suína e bacon, ao molho vermelho de tomate e pimentão, com batatas pequenas cozidas na casca e páprica doce; ●Charutos (rolinhos) feitos em folha de repolho e recheados com lombo ou carne bovina moída, azeitonas, bacon e molho dourado. Também podem ser feitos em folha de uva e recheados com bacalhau.
7-Queijo de cabra cru ou frito.
8- Ponche de Frutas com champanhe e/ou refrigerante. Enfeitar com pétalas de rosas.
9-Torta folhada salgada ou doce.
10-Cozido Manouche: Feito com feijões vermelhos grandes, pedaços de carne e osso de pernil de porco, alho poró em pedaços, salsão com as folhas em pedaços, alhos comuns inteiros, cenouras e batatas cortadas em pedaços grandes, sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto e arroz branco, que deve ser incorporado na última etapa do cozimento.
11-Cozido de arroz, batata, carne e páprica ardida.
12-Pão de Milho.
13-Pão redondo de Farinha de Trigo.
14-Polenta.
15-Grão de bico com linguiça.
16-Pirão de Milho.
17-Arroz com lentilhas, carne seca desfiada e nozes.
18- Pastel cozido, que pode ser doce e recheado com uva; ou salgado e recheado com batata ou queijo de cabra.
9- CHÁ CIGANO― É o chá preto, ou então o mate, com pedaços de frutas e mel. Pode ser servido nas Giras, depois de consagrado. Muito solicitado pelas Entidades Ciganas, como forma de comunhão e para transmitir boas energias. Cada fruta tem um significado e uma função magística:
Maçã = felicidade;
Uva fresca = prosperidade;
Uva passa ou ameixa = progresso;
Morango = amor;
Damasco = sensualidade;
Pêssego = equilíbrio pessoal;
Limão = energia positiva e purificação da alma.
●Preparo: Ferver água e despejar sobre o chá, abafando até que fique morno. Cortar as frutas em pedacinhos, macerar bem e misturar ao chá. Coar e servir.
FONTES: “Rituais e Mistérios do Povo Cigano"; “Ciganos- Rom- Um Povo sem Fronteiras”,
livros de NELSON PIRES FILHO, Ed. Madras; 2- Sites “Guardiões da Luz” e “Sociedade Espiritualista Mata Virgem”.
LENDAS SOBRE A ORIGEM DOS CIGANOS- Por Edmundo Pellizari
●Uma lenda Cigana antiga diz que o Povo Cigano foi guiado por um rei, no passado, e que se instalaram numa cidade da Índia chamada Sind, onde eram muito felizes. Mas em um conflito, os muçulmanos os expulsaram, destruindo toda a cidade. Desde então foram obrigados a vagar de uma nação a outra.
●Outra lenda diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza. Um dia, alguém resolveu sair e subir às alturas, descobrindo o mundo da luz e suas belezas.
Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo; retornou à escuridão e contou o que aconteceu. Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também.
Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e, acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza.
Deus concedeu e concordou com o pedido, determinando então que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder. Em troca, concedeu-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselhá-las para o bem.
●Segundo outra lenda, narrada pelo poeta persa Firdausi, no século V d.C., um rei persa mandou vir da Índia dez mil Luros, nome atribuído aos Ciganos, para entreter o seu povo com música. É provável que a corrente migratória tenha passado na Pérsia, mas em data mais recente, entre os séculos IX e X. Vários grupos penetraram no Ocidente, seja pelo Egito, seja pela via dos peregrinos, isto é, Creta e o Peloponeso. O caráter misterioso dos Ciganos deixou uma profunda impressão na sociedade medieval. Mas a curiosidade se transformou em hostilidade, devido aos hábitos de vida muito diferentes daqueles que tinham as populações sedentárias.
BREVE APANHADO DA HISTÓRIA DOS CIGANOS
FONTES: 1-“Introdução à História dos Ciganos”, da Historiadora e Educadora Denize Carolina Auricchio Alvarenga da Silva; 2- “Os Ciganos”, site da “Vida Simples”, Editora Abril Cultural.
Introdução- Hoje, a maioria dos estudiosos concorda em que os Ciganos são originários do noroeste da Índia. Seu idioma é o romanês, que tem semelhanças com línguas indianas como o sânscrito, o prácrito e o punjabi. A sina de povo errante teria começado quando eles foram expulsos da terra natal por invasores muçulmanos, por volta do século 10.
Depois de passar pela Pérsia (atual Irã), chegaram à Europa Ocidental, no início do século 15. Viajavam em grupos de dezenas até várias centenas de pessoas, conforme explica o antropólogo holandês Frans Moonen, coordenador do Núcleo de Estudos Ciganos, com sede no Recife.
Em razão de suas práticas ligadas ao sobrenatural, como leitura das mãos e cartomancia, foram brutalmente perseguidos pela Igreja Católica. Em todo o continente, com raras exceções, foram rejeitados e maltratados.
Chegaram ao Brasil por volta de 1680, deportados de Portugal, segundo Frans Moonen, e trazidos pela corte de D. João VI para divertir a comitiva, sendo cantores, músicos e dançarinos.
Embora não existam estatísticas relacionadas ao número de Ciganos no país, acredita-se que os mais numerosos pertençam ao grupo Kaldrache, um ramo dos Kalon (também conhecidos como Gitanos), que viviam em Portugal e na Espanha.
A história dos Ciganos não é contada por registros próprios (documentos etc.), mas a partir do seu contato com outras sociedades. Os interessados na reconstrução de sua história usaram, principalmente, acervos de arquivos oficiais de locais por onde eles passaram; e alguns se utilizaram do contato no cotidiano e da tradição oral.
Principais Hipóteses sobre as Origens dos Ciganos- Para uns, os Ciganos seriam indianos; para outros, egípcios.
Outras hipóteses: a de terem vindo de algum outro lugar da Ásia (Tartária, Silícia, Mesopotâmia, Armênia, Cáucaso, Fenícia ou Assíria); a de que seriam europeus de regiões afastadas da Hungria, Turquia, Grécia, Alemanha, Bohemia ou Espanha (misto de Mouros e Judeus); a de que eram africanos de outras regiões ( que não o Egito), como a Tunísia.
Após muitas pesquisas, apenas duas hipóteses continuaram sendo examinadas pelos Ciganólogos: a origem egípcia e a indiana.
Ao longo de suas andanças seculares, os Ciganos incorporaram culturas de diversos países, o que dificulta os estudos que tentam reconstruir sua origem e dispersão pelo mundo.
Alguns estudiosos chegaram a recorrer à Bíblia para explicar suas origens como descendentes de Caim: “Sela, de seu lado, deu à luz Tubal Caim, o pai de todos aqueles que trabalham o cobre e o ferro” (Gênesis, capítulo 4, versículo 22).
Aplicou-se também um texto de Ezequiel, capítulo 30, versículo 23: “Dispersarei os egípcios entre as nações, e os disseminarei em diversos países”- já que os Ciganos eram conhecidos como “egípcios”, quando chegaram à Europa.
No século XVIII, linguistas apontaram indícios mais palpáveis da origem indiana, ao comparar o idioma romani com o sânscrito (mais precisamente o hindi, uma de suas derivações). Exemplo: pelo menos na Europa, o Cigano designa a si próprio como “Rom” (Lom, na Armênia; Dom, na Pérsia; Dom ou Dum, Síria) ou então como “Manuche”, palavras que são de origem indiana. “Manuche” ou “manus” deriva do sânscrito e significa "homem livre".
Ainda há divergências entre pesquisadores da Ciganologia, mas os estudos mais recentes apontam para a origem indiana dos Ciganos.
Conta-se que os Ciganos chegaram à Europa dizendo ter vindo do “Pequeno Egito”.
No entanto, pesquisas atuais mostram que eles chegaram à Europa (Espanha) pelo norte, ficando conhecidos como “egípcios”, embora não soubessem informar onde ficava o “Pequeno Egito”.
Não há elementos de certeza para se responder por qual motivo o local era chamado de “Pequeno Egito”. Sabe-se, porém, que não se trata do Egito africano, já que o itinerário das primeiras migrações Ciganas não passa pela África do Norte; logo, não era possível terem vindo do Egito.
E se tivessem saído do Egito em direção à Europa, percorrendo a costa africana, chegariam à Península Ibérica pelo sul (e não pelo norte, como chegaram). Inclusive, o Geógrafo Bellon, ao visitar o vale do Nilo, no século XVI, encontrou pessoas designadas de “Egypicios” na Europa, mas que no próprio Egito eram consideradas estrangeiras e recém-chegadas.
A denominação de “egípcios” pode ter surgido da maneira dos europeus tentarem interpretá-los com base no texto de Ezequiel que fala da dispersão dos egípcios. Outra evidência de que não vieram mesmo do Egito é o fato de que não há elementos egípcios no seu idioma.
A partir da língua, do tipo físico e de algumas crenças religiosas dos Ciganos, delineia-se uma trilha geográfica que permite localizá-los na Índia. Mas a região exata ainda não está definida. Acredita-se que teriam vindo de Sind, Punjab ou de outro ponto.
Estudos sobre suas características físicas, bem como relatos sobre os caracteres dos Ciganos revelam que suas principais semelhanças com os hindus são o rosto comprido e estreito, cabelos e olhos negros, pele bronzeada, nariz um pouco agudo, boca pequena, estatura de regular a alta, corpo robusto e algo que, apesar de não ser físico, era notável: a agilidade.
A Dispersão - Uma História de Perseguição e Sofrimento- Depois de atravessarem a Pérsia (atual República do Irã, Oriente Médio), os Ciganos viveram durante séculos no Império Bizantino, que compreendia vasta região: Cartago e áreas do atual Marrocos; Sul da Península Ibérica; Sul da França, Itália e suas ilhas; a Península dos Bálcãs; Anatólia; Egito; Oriente Próximo; e a Criméia, no Mar Negro.
Nos primeiros anos do século XIV, os Ciganos foram para o Norte e alcançaram os Bálcãs, região Sudeste da Europa, que engloba: Albânia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Grécia, República da Macedônia, Montenegro, Sérvia, o atual Kosovo, parte da Turquia no continente europeu (Trácia), Croácia, Romênia e Eslovênia.
Depois de uns cem anos, já estavam espalhados por toda a Europa. E eles surgem na Europa justamente numa época de perturbações sociais e de intenso movimento nas estradas. A sua natureza errante ou nômade e o seu caráter misterioso transformaram a curiosidade inicial dos europeus em hostilidade. Eles foram considerados inimigos da Igreja, que condenava suas práticas sobrenaturais, como a cartomancia e a leitura das mãos.
A partir do século XV, os Ciganos migraram também para a Europa Ocidental. Geralmente se afirmavam originários do “Pequeno Egito”; e foram denominados de “egípcios”, “egitano” e “gipsy”, entre outros.
Alguns grupos se apresentavam como gregos e atsinganos; ficando conhecidos como “grecianos” (na Espanha), “ciganos” (em Portugal) e “zíngaros” (na Itália).
Na Holanda, a partir do século XVI, são denominados de “heiden”, que significa pagão.
Na França também foram chamados de “tsiganes”, “manouches”, “romaniche” e “boémiens”.
Distribuíram-se, enfim, por várias zonas da Europa.
Grandes grupos de Ciganos vindos dos Pirineus chegam à Espanha, banidos dos países por onde já haviam passado.
Na Espanha, um Decreto de 1449 ordena o desterro de todos os que não tinham ofício reconhecido (século XV). Nos séculos XVI e XVII eles são perseguidos e torturados para confessarem “seus crimes”. Em 1663, Felipe IV os proíbe de se reunirem, de usarem seu idioma, suas roupas e danças. O objetivo era a sua desculturalização e desintegração como grupo. Já em 1783, sob o reinado de Carlos II, fez-se uma política mais favorável e foram considerados “neocastelhanos”. Depois, ainda no século XVIII, tiveram um período de paz durante o reinado de Carlos III, que os utilizou nas artes. Mas governos posteriores derramaram contra eles perseguições, tirando seus empregos e privilégios.
Muitos emigraram para Portugal; e mais tarde pereceram nas fogueiras da Inquisição de D. João II, que promulgou leis de punição contra eles. Posteriormente, Portugal deportou muitos Ciganos para as suas colônias, que eram a África e o Brasil.
Documentos atestam que os Ciganos chegaram à Inglaterra no século XV, por volta de 1430, e logo se espalharam pelas Ilhas Britânicas, País de Gales, Irlanda e Escócia, onde também foram perseguidos. Em 1563 as autoridades ordenam que abandonem o país em três meses, sob pena de morte. Acreditando que os Ciganos vinham do Egito, os ingleses os chamaram de "gypsies".
Devido ao tom escuro da sua pele, nas terras aonde chegavam eram vistos pelos “gadje” (estrangeiros, em romani) como “malditos” ou “enviados do demônio”.
Onde permaneciam e lhes era permitido, os Ciganos trabalhavam como menestréis, marceneiros, ferreiros, artistas e damas de companhia.
O fato de praticarem a quiromancia e a adivinhação foi um argumento usado pela Igreja Católica e pelas diferentes religiões cristãs da época para repudiá-los. Esses preconceitos e hostilidades geraram diversos tipos de perseguições.
Na Europa, a perseguição aos Ciganos não se fez esperar: através da Inquisição, o Estado desencadeou seus mecanismos de perseguição. Os Ciganos foram proibidos de usar seus trajes típicos, cujas cores berrantes e gosto extravagante fugiam à norma social; não podiam falar sua língua, viajar, nem exercer seus ofícios tradicionais. Foram até proibidos de se casarem com pessoas do mesmo grupo étnico e, com isso, os traços fisionômicos dos Ciganos se alteraram, não sendo hoje difícil encontrar Ciganos de olhos claros e cabelo louro.
Em alguns países, foram reduzidos à escravidão.
Na Romênia, os escravos Ciganos só foram libertados em meados do séc. XIX.
Na Hungria e na Transilvânia, eram escravizados sob as acusações de roubo, antropofagia e outras violações da lei, e muitos foram esquartejados ou enterrados vivos em pântanos da região.
Na Boêmia, eles tinham a orelha esquerda cortada, se por lá aparecessem, e também foram acusados de canibalismo.
Na Sérvia, também foram mantidos escravos até meados do século XIX e “caçados” com muita crueldade. Deportações, torturas e matanças ocorreram em vários pontos desse país.
Durante o nazismo comandado por Hitler, acredita-se que cerca de meio milhão de Ciganos foram assassinados. Nessa época, suas mulheres foram esterilizadas, seus filhos eram brutalmente retirados das famílias e entregues a famílias não-ciganas, seus cavalos foram mortos a tiros. Os seus nomes foram alterados, para fugir à perseguição nazista; daí que não seja invulgar encontrar Ciganos com nomes dos “gadje” (estrangeiros).
No final do século XIX houve uma terceira migração de Ciganos do Leste Europeu para os EUA. Num mundo onde tudo muda a uma velocidade alucinante, o destino previsto para estes Ciganos é, por vezes, um tanto sombrio.
Após a Segunda Guerra Mundial, muitos Ciganos das áreas rurais da Eslováquia foram forçados pelos governos a trabalhar nas fábricas da Morávia e da Boêmia, as regiões centrais mais industrializadas. Porém, em 1989, com a Revolução de Veludo e o fim do comunismo no país, os Ciganos foram os primeiros a perder os seus empregos.
Existe uma pequena e assimilada elite intelectual Cigana, mas a maioria dos Ciganos da Europa Central ainda vive em condições precárias, nas grandes cidades. Por conta de perspectivas econômicas desfavoráveis, de um surto de ataques neonazistas e do fascínio que a aparente prosperidade ocidental exerce, milhares de Ciganos emigram para países ocidentais, onde muitos trabalham ilegalmente, pedem esmola ou buscam asilo político.
Estima-se hoje que existam 10 milhões de Ciganos, dos quais 60% vivem na Europa Oriental. A Romênia, com 2,5 milhões, abriga a maior concentração mundial.
Mesmo possuindo uma só origem, o Povo Cigano, durante perseguições e injustiças ao longo dos séculos, tentou conservar sua cultura e tradição inalteradas. Prova disto é o romanês, o idioma universal Cigano falado pelos Clãs em todo o mundo.
Atualmente, dentre dezenas de grupos Ciganos, predominam os seguintes:
1-Grupo Kalon – Falam o calon e são originários do Egito. Durante séculos, situaram-se na Península Ibérica (Portugal e Espanha) e se espalharam por outros países, inclusive da América do Sul, na condição de deportados ou de migrantes. Em algumas situações, tiveram que ocultar sua origem, criando um dialeto próprio, extraído da língua regional. O nomadismo é maior entre esse grupo.
2-Os Rom (ou Roma)― Falam a língua romani e se dividem em vários subgrupos com denominações próprias, como os Matchuaia (originários da Iugoslávia), os Lovara e Churara (da Turquia), os Moldovano (originários da Rússia), os Kalderash (originários da Romênia), os Marcovitch (da Sérvia).
3-Os Sinti ―Falam a língua sintó e são mais encontrados na Alemanha, Itália e França, onde também são chamados Manouche. Fazem parte desta divisão as Famílias Valshtiké, Estrekárja e Aachkane, todas francesas.
Os Ciganos, ao contrário dos Judeus, nunca demonstraram desejo de ter o seu próprio país. Nas palavras de Ronald Lee, escritor Cigano nascido no Canadá, "a pátria dos Roma é onde estão os meus pés".
Conclusão- Por toda a sua história de superação, pela sua extraordinária bagagem espiritual e cultural, damos graças a Deus pelo fato de a Umbanda ser uma religião que acolheu os Espíritos Ciganos, que são nossos conselheiros e orientadores, muito sábios, e amigos fiéis, sempre que os solicitamos com respeito e devoção.
SALVE OS CIGANOS!
SALVE A RODA E A FORTUNA!
Aprenda dizer NÃO
Postado por
L.L
, terça-feira, 6 de novembro de 2012 at 06:32, in
Aprenda dizer " Não"
A Tua Liberdade dá-te o direito de dizer NÃO!

Algumas pessoas com quem você se relaciona em casa ou no trabalho andam folgadas demais e você se chateia com o comportamento delas? Entretanto, por ser da paz você não quer arrumar encrenca e prefere engolir sapo e ficar no seu canto?
Saia dessa, amigo. Está na hora de deixar de ser o bonzinho e botar essa turma na linha. Você não vai, gratuitamente, azucrinar a vida de ninguém. Por outro lado, também não vai baixar a cabeça e permitir que os outros tripudiem sobre você.
Se você tiver de escolher entre ficar aborrecido porque se manteve quieto diante do comportamento inconveniente de alguma pessoa ou agir para se defender, mas com chances de que ela se chateie, meta o xis na segunda hipótese.
Dizer 'não' e recusar é uma arte que leva uma vida inteira para ser aprendida e aperfeiçoada. Uma arte que precisa ser cultivada o tempo todo, pois nunca desaparece o risco de que possamos cair em tentação, fraquejar diante do canto da sereia e dizer sim, quando na verdade desejaríamos dizer não.
Se alguém que trabalha ao seu lado costuma fazer brincadeiras de mau-gosto diante de outras pessoas e isso o incomoda. Se a sua namorada ou namorado tem o péssimo hábito de não cumprir horários e esse descompromisso o chateia.
E você se desgasta porque não consegue dizer que gostaria muito que adotassem outro jeito de se comportar, está mais do que na hora de você mudar e aprender a ser mais assertivo.
Saiba, entretanto, que ter uma atitude assertiva não significa declarar guerra e passar a digladiar com outras pessoas, mas sim dizer tudo o que for necessário, na hora certa e da maneira apropriada.
Quando as pessoas adotam a política do 'deixa pra lá' e se mantêm passivas diante das situações que as incomodam, o resultado pode ser desastroso. Além do desconforto que as infelicita, correm o risco de se sentirem tão pressionadas que às vezes não conseguem medir suas reações. Algumas perdem o controle, viram a mesa e se tornam agressivas.
Se aquele colega de trabalho não souber que as brincadeiras que faz diante das outras pessoas o incomodam, poderá interpretar erroneamente que o motivo da sua cara emburrada seja outro.
Com atitudes assertivas você terá condições de construir relacionamentos mais sólidos, projetará uma personalidade mais consistente e terá mais atenção e admiração das pessoas.
O primeiro passo na busca da assertividade é aprender a não ser agressivo. Saiba como se relacionar com as pessoas de maneira clara, direta, objetiva, mas sempre levando em conta os sentimentos que elas possuem e a circunstância em que se encontram.
Insisto, não confunda ser assertivo com ser agressivo. Não saia por aí armando barraco, repreendendo as pessoas porque não agem de acordo com sua vontade. Isso é grosseria, não assertividade.
A comunicação assertiva tem por objetivo esclarecer situações obscuras, enevoadas, que por não serem discutidas de forma correta e permanecerem desconhecidas por pelo menos uma das partes podem produzir desconfortos e mal-entendidos.
Como e onde falar
Naquele exemplo hipotético que vimos acima, como você deveria falar com o colega de trabalho que o incomoda com aquelas brincadeiras?
Você poderia falar, sem tom de crítica, como o comportamento dele se repete quando estão diante de outras pessoas, como essa atitude o deixa contrariado e pediria para que ele mudasse a maneira de se comportar. Em seguida explicaria como você se sentiria mais confortável e mais à vontade com essa mudança.
Embora você devesse evitar o tom de crítica, provavelmente ele sentiria que o comportamento dele está sendo criticado e tentaria se defender com gracejos, risadas ou comentários que pudessem minimizar a importância do fato.
Por isso, durante a conversa você deveria falar de maneira firme, sem hesitações, para deixar claro que o assunto é importante. Entretanto, repito, sem agressividade.
Nessas circunstâncias é muito importante, embora seja difícil, não demonstrar nervosismo ou descontrole emocional.
Se um dia você passar por situação semelhante, fale sem desviar os olhos do interlocutor. Evite esfregar nervosamente as mãos. Não grite nem segure a voz na garganta.
Para agir assim você precisará de prática e de determinação. Exercite inicialmente em situações mais simples, com pessoas mais próximas, onde as conseqüências não sejam tão graves. À medida que for se sentindo mais experiente e seguro atire-se em empreitadas mais complexas.
Escolha o lugar certo. Esse tipo de conversa não pode ocorrer diante de outras pessoas, nem em lugares inadequados como corredores ou elevadores. Muito menos por telefone.
Quanto mais reservado for o lugar da conversa maiores serão as chances de sucesso. Procure falar também em um horário com pouca ou nenhuma chance de interrupção.
O coração vai disparar. Eu sei que nem sempre é tão simples agir assim, mas esse é o melhor caminho a ser seguido. Mesmo que o coração esteja saindo pela boca, faça o possível para manter o equilíbrio.
Não dê uma de coitadinho. Nada de chororô. Se quiser ser respeitado e ouvido seja firme, olhe na direção do interlocutor sem fugir com os olhos, fale 'para fora', não fique esfregando as mãos ou cruzando e descruzando as pernas nervosamente. Mostre que você tem razão.
Prepare-se para o embate
Principalmente se você não estiver acostumado com conversas assertivas, saiba que terá de aprender a lidar com os sentimentos. Com os seus e com os do seu interlocutor.
Não existe atalho mágico. Por mais gentil e claro que você seja, ao dizer a uma pessoa que o procedimento dela o desagrada, poderá provocar uma atitude defensiva e, em alguns casos, até agressiva.
Por isso, prepare-se para enfrentar essas reações como sendo normais e fazendo parte do processo. Tenha em mente também que nem todas as pessoas aceitarão uma conversa mais franca.
O importante é saber que a situação deve ser resolvida, ou por ser errada, ou por ser injusta, ou porque o desagrada.
Você agirá da forma mais eficiente que puder para não desagradar ou não tornar a outra pessoa infeliz, mas se isso vier a ocorrer, ela deverá se conscientizar de que não estava agindo de maneira adequada e encontrar dentro de si mesma o equilíbrio de que precisa.
Tome cuidado também para não imaginar desnecessariamente e de forma exagerada que a outra pessoa irá se sentir muito mal ao ouvir suas ponderações.
Embora isso possa ocorrer, nem sempre acontece e, quando surge a reação negativa, na maioria das vezes a intensidade é menor do que se esperava.
Saiba que se acomodar em conversas superficiais, evitando esclarecer situações que o incomodam é só uma forma de adiar um confronto que no futuro terá muitas chances de ocorrer.
Sem contar que embora possa existir um desconforto momentâneo, os resultados da comunicação assertiva projetarão sua imagem e sua personalidade de maneira muito mais positiva.
O preço de ser assertivo
Para dizer a alguém o que precisa ser dito com o fim de esclarecer mal-entendidos, marcar sua posição, reorientar rumos, tomar partido e até afastar da vida algum desconforto ou incômodo, será preciso conviver com algumas pessoas magoadas e até enfurecidas.
Lógico que com jeito, traquejo e experiência essas inconveniências vão diminuindo, mas nunca desaparecerão totalmente. Cabe a você decidir se vale ou não a pena ser mais respeitado e viver uma vida plena e enfrentar alguns pequenos dissabores, ou continuar incomodado e até infeliz só para que as outras pessoas que o estão desconsiderando não sejam perturbadas.
Vá com calma. Não precisa tratar todas as situações a ferro e fogo. Se você se comportar com sensibilidade, inteligência, bom senso e capacidade de discernimento, saberá julgar quando é o momento de agir e quando deverá se resguardar.
Se essa conversa servir para que você faça uma boa reflexão sobre as vantagens e as inconveniências de ser assertivo, ficarei satisfeito. Espero que tome sempre a melhor decisão para melhorar o relacionamento com as pessoas e, acima de tudo, que seja muito feliz.
SUPERDICAS
* Não permita mal-entendidos no seu relacionamento com as pessoas;
* Se a atitude de uma pessoa o desagrada, converse com ela a respeito;
* Seja firme ao falar com as pessoas, mas nunca use um tom agressivo;
* Saiba que algumas pessoas se sentirão magoadas com sua conversa franca;
* Fale com as pessoas sempre separadamente, em local apropriado;
* Escolha o melhor horário para ter conversas assertivas.
O Poder Do Agora
Postado por
L.L
, sábado, 27 de outubro de 2012 at 14:18, in

Eckart Tolle fala muito bem disso. Quando decidiu escrever O Poder Do Agora, ele já se encontrava num estágio bem avançado de presença. Já havia passado por muitas experiências e vivências que o levaram a conhecer mais da essência de toda manifestação. Estava inteirado do universo de conceitos que fundamenta caminhos como o cristão, o budista, o hinduísta, o taoísta e outros da senda espiritual.
Depois de se dedicar unicamente ao seu desenvolvimento interior, através do entendimento, integração e aprofundamento da transformação, Eckart aprendeu que certos pensamentos e emoções impedem de vivenciar com plenitude a paz e a alegria que estão dentro de nós mesmos. Sua vida tem sido desde então uma colaboração no grande esforço de ensinar a humanidade a tomar consciência disso tudo.
“A mente, para garantir que permanece no poder, procura constantemente encobrir o momento presente com o passado e o futuro e, assim, ao mesmo tempo que a vitalidade e o infinito potencial criativo do Ser, que é inseparável do Agora, começam a ficar encobertos pelo tempo, também a sua verdadeira natureza começa a ficar encoberta pela mente.”
O Poder do Agora lança uma luz sobre os processos mentais automáticos, informando detalhadamente ao leitor como reverter esse quadro, bastando observar com dedicação o comportamento indisciplinado e inquieto da mente. E alerta como a resistência gerada por ela, apegada a seus padrões, bloqueia a ação da cura e prejudica a saúde do homem.
“O que poderia ser mais insensato do que criar uma resistência interior a alguma coisa que já é? O que poderia ser mais insensato do que se opor à própria vida, que é agora e sempre agora? Renda-se ao que é. Diga “sim” para a vida e veja como, de repente, a vida começa a trabalhar mais a seu favor em vez de contra você.”
Em o Poder Do Agora, Eckhart Tolle aborda com clareza a questão do presente.
A estreita ligação entre o eu sou e o eu estou, entre o agora e o aqui. O presente enquanto única realidade, em movimento de constante impermanência. Para isso, o autor se aprofunda na verdadeira identidade do “quem sou” e esclarece que o ego não é o verdadeiro você.
“O ego precisa de alimento e proteção o tempo todo. Tem necessidade de se identificar com coisas externas, como propriedades, status social, trabalho, educação, aparência física, habilidades especiais, relacionamentos, história pessoal e familiar, ideais políticos e crenças religiosas. Só que nada disso é você. Levou um susto? Ou sentiu um enorme alívio?”
E complementa. “Mais cedo ou mais tarde, você vai ter que abrir mão de todas essas coisas. Pode ser difícil de acreditar, e eu não estou aqui pedindo a você que acredite que a sua identidade não está em nenhuma dessas coisas. Você vai conhecer por si mesmo a verdade, lá no fim, quando sentir a morte de aproximar. Morte significa despojar-se de tudo que não é você. O segredo da vida é “morrer antes que você morra” – e descobrir que não existe morte.”
Falar do agora não é tão simples como parece. Por isso, Eckhart precisa passar por uma imensidade de temas, e mostrar a unidade que está interligando todos eles. O futuro e o passado para falar do presente, o observador e o pensador para falar da consciência, a vida e a morte para falar da realidade.
“A liberdade começa quando percebemos que não somos a entidade dominadora, o pensador. Saber disso nos permite observar a entidade. No momento em que começamos a observar o pensador, ativamos um nível mais alto de consciência. Começamos a perceber, então, que existe uma vasta área de inteligência além do pensamento, e que este é apenas um aspecto diminuto da inteligência.”O Poder do Agora nos ensina que as coisas realmente importantes, como o amor, a paz, a beleza, a alegria, a criatividade, surgem de um ponto além da mente. E que tomar consciência disso é o princípio do despertar. O livro é um guia honesto e competente para a descoberta do nosso potencial interior.
Para quem quer mudar de vida, deixar velhos hábitos pra trás, ele afirma: qualquer decisão de mudança deve começar neste exato momento. Um ensinamento que ressalta e enfatiza a importância do aqui e agora como única realidade onde e quando tudo acontece. O Poder do Agora é leitura transformadora.
Um trecho de O Poder do Agora
Por mais de trinta anos um mendigo ficou sentado no mesmo lugar, debaixo de uma marquise. Até que um dia, uma conversa com um estranho mudou sua vida:
– Tem um trocadinho aí pra mim, moço? – murmurou, estendendo mecanicamente seu velho boné.
– Não, não tenho – disse o estranho. – O que tem nesse baú debaixo de você?
– Nada, isso aqui é só uma caixa velha. Já nem sei há quanto tempo sento em cima dela.
– Nunca olhou o que tem dentro? – perguntou o estranho.
– Não – respondeu. – Para quê? Não tem nada aqui, não!
– Dá uma olhada dentro – insistiu o estranho, antes de ir embora.
O mendigo resolveu abrir a caixa. Teve que fazer força para levantar a tampa e mal conseguiu acreditar ao ver que o velho caixote estava cheio de ouro.
Eu sou o estranho sem nada para dar, que está lhe dizendo para olhar para dentro. Não de uma caixa, mas sim de você mesmo. Imagino que você esteja pensando indignado: "Mas eu não sou um mendigo!"
Infelizmente, todos que ainda não encontraram a verdadeira riqueza – a radiante alegria do Ser e uma paz inabalável – são mendigos, mesmo que possuam bens e riqueza material. Buscam, do lado de fora, migalhas de prazer, a provação, segurança ou amor, embora tenham um tesouro guardado dentro de si, que não só contém tudo isso, como é infinitamente maior do que qualquer coisa oferecida pelo mundo.
Título: O Poder do Agora
Autor: Eckhart Tolle
Por mais de trinta anos um mendigo ficou sentado no mesmo lugar, debaixo de uma marquise. Até que um dia, uma conversa com um estranho mudou sua vida:
– Tem um trocadinho aí pra mim, moço? – murmurou, estendendo mecanicamente seu velho boné.
– Não, não tenho – disse o estranho. – O que tem nesse baú debaixo de você?
– Nada, isso aqui é só uma caixa velha. Já nem sei há quanto tempo sento em cima dela.
– Nunca olhou o que tem dentro? – perguntou o estranho.
– Não – respondeu. – Para quê? Não tem nada aqui, não!
– Dá uma olhada dentro – insistiu o estranho, antes de ir embora.
O mendigo resolveu abrir a caixa. Teve que fazer força para levantar a tampa e mal conseguiu acreditar ao ver que o velho caixote estava cheio de ouro.
Eu sou o estranho sem nada para dar, que está lhe dizendo para olhar para dentro. Não de uma caixa, mas sim de você mesmo. Imagino que você esteja pensando indignado: "Mas eu não sou um mendigo!"
Infelizmente, todos que ainda não encontraram a verdadeira riqueza – a radiante alegria do Ser e uma paz inabalável – são mendigos, mesmo que possuam bens e riqueza material. Buscam, do lado de fora, migalhas de prazer, a provação, segurança ou amor, embora tenham um tesouro guardado dentro de si, que não só contém tudo isso, como é infinitamente maior do que qualquer coisa oferecida pelo mundo.
Título: O Poder do Agora
Autor: Eckhart Tolle
Editora: Sextante
Você sabe ou você sente?
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L.L
, quinta-feira, 18 de outubro de 2012 at 07:43, in

E falam porque supõem saber. Mas não sabem. Porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente. Se sentissem não falariam.
Só pode falar da dor de perder um filho, um pai que já perdeu, ou a mãe já ferida por tal amputação de vida. Dou esse exemplo extremo porque ele ilustra melhor.
As pessoas falam da reação das outras e do comportamento delas quase sempre sem jamais terem sentido o que elas sentiram.
Mas sentir o que o outro sente não significa sentir por ele. Isso é masoquismo. Significa perceber o que ele sente e ser suficientemente forte para ajudá-lo exatamente pela capacidade de não se contaminar com o que o machucou.
Se nos deixarmos contaminar (fecundar?) pelo sentimento que o outro está sentindo, como teremos forças para ajudá-lo? Só quem já foi capaz de sentir os muitos sentimentos do mundo é capaz de saber algo sobre as outras pessoas e aceitá-las, com tolerância.
Sentir os muitos sentimentos do mundo não é ser uma caixa de sofrimentos. Isso é ser infeliz.
Sentir os muitos sentimentos do mundo é abrir-se a qualquer forma de sentimento. É analisá-los interiormente, deixar todos os sentimentos de que somos dotados fluir sem barreiras, sem medos, os maus, os bons, os pérfidos, os sórdidos, os baixos, os elevados, os mais puros, os melhores, os santos.
Só quem deixou fluir sem barreiras, medos e defesas todos os próprios sentimentos, pode sabê-los, de senti-los no próximo.
Espere florescer a árvore do próprio sentimento. Vivendo, aceitando as podas da realidade e se possível fecundando.
A verdade é que só sabemos o que já sentimos. Podemos intuir, perceber, atinar; podemos até, conhecer. Mas saber, jamais!
Só se sabe aquilo que já se sentiu.
(Artur da Távola)
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Silêncio nas palavras
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L.L
, quinta-feira, 11 de outubro de 2012 at 16:13, in

Simples, rápido! E quanta força!
Imediatamente me veio à cabeça situações em que o silêncio me disse verdades terríveis, pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega. Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca. Silêncios que falam sobre desinteresse, esquecimento, recusas.
Quantas coisas são ditas na quietude, depois de uma discussão...
O perdão não vem, nem um beijo, nem uma gargalhada para acabar com o clima de tensão.
Só ele permanece imutável, o silêncio, a ante-sala do fim.
É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento.
Cordas vocais em funcionamento articulam argumentos, expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados. Quando nada é dito, nada fica combinado...
Quantas vezes, numa discussão histérica, ouvimos um dos dois gritar:
- "Diz alguma coisa, mas não fica aí parado me olhando!"
É o silêncio de um, mandando más notícias para o desespero do outro.
É claro que há muitas situações em que o silêncio é bem-vindo. Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche, o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock, o silêncio é um sonho.
Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura, o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz.
O único silêncio que perturba é aquele que fala...
E fala alto.
É quando ninguém bate à nossa porta, não há emails na caixa de entrada, não há recados na secretária eletrônica e, mesmo assim, você entende a mensagem.
(Martha Medeiros)
Deixe De Ser Quem Era, E Se Transforme Em Quem É.
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L.L
, quarta-feira, 10 de outubro de 2012 at 16:09, in

quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela
mais do que o tempo necessário,
perdemos a alegria
e o sentido
das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos,
fechando portas,
terminando capítulos,
não importa o nome que damos.
O que importa é deixar no passado
os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada
desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo
se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo
que não dará mais um passo
enquanto não entender as razões
que levaram certas coisas,
que eram tão importantes e sólidas em sua vida,
serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude
será um desgaste imenso para todos:
seus pais, seu marido ou sua esposa,
seus amigos, seus filhos, sua irmã…
Todos estarão encerrando capítulos,
virando a folha,
seguindo adiante,
e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo
no presente e no passado,
nem mesmo quando tentamos
entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará:
não podemos ser eternamente meninos,
adolescentes tardios,
filhos que se sentem culpados
ou rancorosos com os pais,
amantes que revivem
noite e dia
uma ligação com quem já foi embora
e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam
e o melhor que fazemos
é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante
(por mais doloroso que seja!)
destruir recordações,
mudar de casa,
dar muitas coisas para orfanatos,
vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível
é uma manifestação do mundo invisível,
do que está acontecendo em nosso coração
e o desfazer-se de certas lembranças
significa também abrir espaço
para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.
Soltar.
Desprender-se.
Ninguém está jogando
nesta vida com cartas marcadas.
Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo,
não espere que reconheçam seu esforço,
que descubram seu gênio,
que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional
e assistir sempre ao mesmo programa,
que mostra como você sofreu com determinada perda:
isso o estará apenas envenenando
e nada mais.
Não há nada mais perigoso
que rompimentos amorosos que não são aceitos,
promessas de emprego
que não têm data marcada para começar,
decisões que sempre são adiadas
em nome do “momento ideal”.
Antes de começar um capítulo novo
é preciso terminar o antigo:
diga a si mesmo que o que passou,
jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época
em que podia viver sem aquilo,
sem aquela pessoa…
Nada é insubstituível,
um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio,
pode mesmo ser difícil,
mas é muito importante.
Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho,
por incapacidade, ou por soberba.
Mas porque simplesmente
aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta,
mude o disco,
limpe a casa,
sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
(Paulo Coelho)
Lição De Vida
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L.L
, quarta-feira, 26 de setembro de 2012 at 15:34, in
Receita Da Dona Cacilda
Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.
E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela. Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas….
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto… Espera um pouco…
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada… Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem…. Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo ‘treino’ pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
Seja facilitador da sua e da vida dos outros.
E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela. Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas….
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto… Espera um pouco…
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada… Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem…. Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo ‘treino’ pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
Seja facilitador da sua e da vida dos outros.
As Sete Raças-Raízes
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L.L
, terça-feira, 25 de setembro de 2012 at 15:37, in
O nosso planeta é um organismo vivo, possui um ciclo vital semelhante ao nosso, onde nasce, cresce, envelhece e morre. A alma planetária se desenvolve numa cadeia planetária composta uma sucessão de sete corpos planetários diferentes. A alma de um planeta é formada pelo conjunto de essências e elementais dos reinos mineral, vegetal e animal, que nele habitam. Alma é consciência construída por meio das experiências vivenciadas. As Sete Rondas Planetárias consistem na Evolução de uma Alma-Planetária, que passa por sete planetas ou sete corpos planetários diferentes. Na sucessão da cadeia planetária, se compõe de sete corpos planetários. O primeiro planeta da sucessão nasce, cresce, envelhece, morre e a sua alma vai animar a vida do segundo planeta da sucessão e assim sucessivamente até a morte do sétimo da sucessão. Assim também ocorre com a Evolução de um indivíduo. Uma alma individual se reencarna, passa de um corpo a outro por 324.000 vezes, durante o Mahamvantara. Assim a Alma-Planetária passa de um planeta a outro de acordo com Leis pré-determinadas pelos Deuses siderais.
Uma humanidade planetária nasce e se desenvolve, evoluindo e involuindo em sete etapas planetárias, definidas com grande precisão matemática, em sete Anos Siderais. Essas sete etapas se constituem nos sete períodos de tempo de 25.965 anos terrestre cada um, destinados ao desenvolvimento de cada uma das Sete Raças-Raízes, ou Raças Planetárias.
Desta forma, a Antiga Terra-Lua, nasceu no cenário cósmico e desenvolveu sete Raças-raízes. Terra-Lua ou Terra-Selene evoluiu e involuiu por sete vezes até morrer em definitivo. Quando isto ocorreu a alma dela passou para o nosso planeta Terra. Todos os elementais de seus outros Reinos da Natureza reencarnaram-se aqui no planeta Terra, para evoluir e involuir novamente, ao longo do período de desenvolvimento das sete Raças-raiz.
Vamos encontrar na cosmognose do V.M. Samael Aun Weor que o nosso Sol ORS se movimenta no espaço sideral, descrevendo uma trajetória no cinturão zodiacal, ao longo das 12 constelações zodiacais: Aquário, Peixes, Aires, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário e Capricórnio.
Neste movimento curvilíneo, para dar uma volta completa no Cinturão Zodiacal, o Sol ORS gasta um tempo de 25.965 anos terrestre. Ele parte do ponto central da trajetória em Aquário e retorna ao mesmo ponto, após completar o seu percurso,num tempo de 25.965 anos, denominado Ano Sideral. Este período de tempo de 25.965 anos é dividido em quatro Idades de aproximadamente 6.500 anos cada uma. Cada idade do Ano Sideral se compõe de 3 Eras. Assim a Idade de Ferro é constituída pelas eras de áires, peixes e de aquário.
Durante a Ronda de Globo do nosso planeta Terra se desenvolvem sete Raças-raiz, no período de um ano sideral, isto é, num tempo equivalente a 25.965 anos terrestres. O nosso ano terrestre possui quatro estações: primavera, verão, outono inverno. O nosso Ano Sideral também possui quatro estações, denominadas idades: Idade de Ouro, Idade de Prata, Idade de Bronze e Idade de Ferro.
No decorrer de um Ano Sideral o planeta Terra desenvolve uma Raça- raiz, que passa pelas quatro idades. Cada uma das sete raças-raiz, desenvolvidas ao longo do Dia Sideral, inicia-se na Idade de Ouro, passa pela Idade de Prata, Idade de Bronze e termina na Idade de Ferro.
As sete Raças-raiz desenvolvidas no planeta Terra, no período de 7 anos siderais consecutivos são:
Habitou o que hoje conhecemos como a Calota Polar Norte, a Terra de Asgard, citada em antiquíssimas tradições como a distante Thule paradisíaca, a Ilha de Cristal.
A Raça Polar (como também é chamada esta poderosa Raça) se desenvolveu em um ambiente totalmente distinto ao atual. Naquela época a Terra era propriamente semi-etérica, semifísica, las montanhas conservavam sua transparência e a Terra toda resplandecia gloriosamente com uma belíssima color azul-etérica intensa.
Produto maravilhoso de incessantes evoluções e transformações que outrora se iniciaram desde o estado germinal primitivo, a 1ª Raça surgiu das dimensões superiores completa e perfeita.
Inquestionavelmente a 1ª Raça jamais possuiu elementos rudimentares nem fogos incipientes. Para o bem da Grande Causa, lançaremos em forma enfática o seguinte enunciado: "Antes que a 1ª Raça humana saísse da quarta coordenada para se fazer viível e tangível no mundo tridimensional, esta teve que gestar-se completamente dentro do Jagad-Yoni, a "matriz do mundo".
Extraordinária humanidade primigênia, andróginos sublimes totalmente divinos, seres inefáveis mais além do bemn e do mal.
Protótipos de perfeição eterna para todos os tempos, seres excelentes semifísicos, semi-etéricos, com corpos protoplasmáticos indestrutíveis de bela cor negra, elásticos , capazes de flutuar na atmosfera.
Com o material plástico e etéreo desta Terra primogênita foram construídos cidades, palácios e templos grandiosos. Resultam interessantíssimos os Rituais Cósmicos desta época. A construção do Templo era perfeita. Suas vestiduras se combinavam as cores branca e preta para representar a luta entre o espírito e a matéria. Os símbolos e objetos de trabalho eram usados invertidos para representar o Drama que se projeta nos siglos: o descenso do espírito até a matéria. A vida estava até agora materializando-se e deveria a isso dar-se uma expressão simbólica. Sua escritura gráfica foram os caracteres rúnicos, de grande poder esotérico.
É ostensível que todos esses seres ingentes eram os fogos sagrados personificados dos poderes mais ocultos da Natureza.
Essa foi a Idade o fissiparismo, aquelas criaturas se reproduziam mediante o ato sexual fissíparo, "segundo se tem visto na divisão da célula nucleada, onde o núcleo se divide en dos subnúcleos, os quais se multiplicam como entidades independentes".
Naqueles seres andróginos (elementos masculino e feminino perfeitamente integrados) a energia sexual operava em forma diferente à atual, e em determinado momento o organismo original do pai-mãe se dividia em duas metades exatas, multiplicando-se para o exterior como entidades independentes, processo similar à multiplicação por bipartição ou divisão celular. O filho andrógino sustentava-se por um tempo de seu pai-mãe. Cada um desses acontecimentos da reprodução original, primeva, era celebrado com rituais e festas.
Inquestionavelmente, a Ilha Sagrada, morada do primeiro homem do último mortal divino, ainda existe na quarta dimensão como insólita morada dos Filhos do Crepúsculo, Pais Preceptores da humanidade.
Terra do amanhecer, mansão imperecedoura, celeste paraíso de clima primaveral por ali, nos mares ignotos do Polo Norte.
Magnífico luzeiro no Setentrião, esse Éden da quarta coordenada, continente firme em meio ao grande oceano.
"Nem por terra nem por mar se consegue chegar à Terra Sagrada", repete veementemente a tradição helênica.
"Só o vôo do espírito pode conduzir a ela", dizem com grande solenidade os velhos sábios do mundo oriental.
Esta raça hoje trabalha no Planeta Sol, alguns estudiosos afirmam que esta é a raça dos Anjos.
Esta raça apareceu no cenário terrestre como resultado das incessantes transformaçoes que, através do tempo a 1ª Gran Raça Raíz experimentou. Habitou as regiões boreais que como ferradura continental circundam a Calota Polar Norte, ocupando o atual norte da Ásia, Groenlândia, Suécia, Noruega etc., estendendo-se até as Ilhas Britânicas.
Essa foi uma época de variadíssimas mutações na Natureza. Grande diversidade de espécies foi gestada no tubo de ensaio da Natureza, cujos 3 Reinos ainda não estavam de todo diferenciadas. O clima era tropical e a terra coberta de grande vegetação.
O ser humano continuava sendo andrógino, reproduzindo-se por brotação, sistema que continua ativo nos vegetais.
És impossível encontrar-se restos das primeiras Raças primevas porque a Terra estava constituída de protomatéria, semi-etérica, semifísica. Só nas Memórias da Natureza os grandes clarividentes podem estudar a história dessas Raças.
Esta raça e muito evoluída já, e hoje habita a dimensão gerada pelo Planeta Lunar.Os espíritos desta dimensão dificilmente atuam em nossa crosta, são os espirítos que temos como Mentores Espirituais.
Dessa segunda classe de andróginos divinos procedeu-se por sua vez a terceira Raça-raiz, os Duplos, gigantes hermafroditas, colossais, imponentes. A civilização lemúrica floresceu maravilhosa no Continente Mu o Lemúria, vulcânica terra no Oceano Pacífico.
O planeta chegou a um alto grau de materialidade, próprio desta Ronda físico-química. Como todas as formas de então existentes na Terra, o homem era de estatura gigantesca.
A reprodução era por geração ovípara, produzindo como seres hermafroditas, e mais tarde, com o predomínio de um só sexo, até que por fim nasceram nasceram do ovo machos e fêmeas. Na quinta sub-raça, começa o ovo a queda e retida no seio materno, e a criatura nasce débil e desvalida. Por último, na sexta e sétima sub-raças já é geral a geração por ajuntamento de sexos.
A reprodução sexual se fazia então sob a direção dos Kummaras, seres divinais que regiam os templos. Porém, na segunda metade do período lemúrico, começaram a fornicar, ou seja, a desperdiçar o esperma sagrado, ainda que tão-só o faziam para dar continuação da espécie. Então, os Deuses castigam a humanidade pecadora (Adão-Eva), expulsando-os para fora do Éden paradisíaco, a Terra Prometida, onde os rios de água pura de vida manam leite e mel.
O ser humano se expressava na Linguagem Universal, o seu Verbo tendo poder sobre o fogo, o ar, a água e a terra. Podia perceber a aura dos mundos no espaço infinito, e dispunha de maravilhosas faculdades espirituais que foi perdendo, como conseqüência do Pecado Original.
Esta foi uma época de instabilidade na superfície terrestre, devido à constante formação de vulcõs e de novas terras. Ao final, através de 10 mil anos de gigantescos terremotos e maremotos, o gigantesco continente Mu foi-se desmembrando e fundindo-se nas ondas do Oceano Pacífico. Encontramos seus vestígios na Ilha da Páscoa, Austrália, a Oceania etc.
"Muto se tem discutido sobre o Paraíso Terrenal".
"Realmente, esse Paraíso existiu e foi o continente da Lemúria, situado no Oceano Pacífico. Essa foi a primeira terra seca que houve no mundo. A temperatura era extremadamente quente."
"O intensíssimo calor e o vapor das águas nublavam a atmosfera e os homens respiravam por guelras, como os peixes."
"Os Homens da época Polar e da época Hiperbórea e princípios da época Lemúrica eran hermafroditas e se reproduziam como se reproduzem os micróbios hermafroditas. Nos primeiros tempos da Lemúria, a espécie humana quase não se distinguia das espécies animais; porém, através de 150 mil anos de evolução os lemures chegaram a um grau de civilização tão grandiosa que nós, os Ários, estamos ainda muito distantes de alcançar.
Essa era a Idade de Ouro, essa era a idade dos Titãs. Esses foram os tempos deliciosos da Arcádia. Os tempos em que não existia o meu nem o teu, porque tudo era de todos. Esses foram os tempos em que os rios manavam leite e mel.
A imaginação dos homens era um espelho inefável onde se refletia solenemente o panorama dos céus estrelados de Urânia. O homem sabia que sua vida era vida dos Deuses, e ele que sabia dedilhar a Lira estremecia os âmbitos divinos com suas deliciosas melodias. O artista que manejava o cinzel se inspirava na sabedoria eterna e dava a suas delicadas esculturas a terrível majestade de Deus.
Oh! A Época dos Titãs, a época em que os rios manavam leite e mel...
Os lemures foram de grande estatura e tinham ampla fronte, usavam simbólicas túnicas, branca à frente e preta atrás, tivera, naves voadoras e aparelhos propulsionados a energia atômica, iluminavam-se com energia atômica, e chegaram a um altíssimo grau de cultura. (Em nosso livro O Matrimônio Perfeito falamos amplamente sobre este particular.)
Esses eram os tempos da Arcádia: o homem sabia escutar, nas sete vogais da Natureza, a voz dos Deuses, e essas sete vogais (I.E.O.U.A.M.S.) ressoavam no corpo dos lemures, com toda a música inefável dos compassados Ritmos do Fogo.
"O corpo dos lemurianos era uma harpa milagrosa onde soavam as sete vogais da Natureza com essa tremenda euforia do Cosmos.
Quando chegava a noite, todos os seres humanos adormeciam como inocentes criaturas no seio da Mãe Natureza, afagados pelo canto dulcíssimo e comovedor dos Deuses, e quando a aurora raiava, o Sol trazia diáfanas alegrias e não tenebrosas penas."
"Os casais da Arcádia eram matrimônios gnósticos. O homem só efetuava o conúbio sexual sob as ordens dos Elohim, e como num sacrifício no Altar do matrimônio para brindar corpos às almas que necessitavam reencarnar-se. Desconhecia-se por completo a fornicação e não existia a dor no parto.
Através de muitos milhares de anos de constantes terremotos e erupções vulcânicas, a Lemúria foi fundindo-se nas embravecidas ondas do Pacífico. Em tempo surgia do fundo do oceano o Continente Atlante."
Esta Raça hoje trabalha no Planeta Mercúrio, pelo seu apego no passado esses seres hoje estão desprendendo desses apegos, por este motivo se apresentam em forma fluídica de crianças pois querem passar que agora sim começam a sua evolução total. Este plano é sustentado pelos querubins.
Depois que a humanidade hermafrodita se dividiu em sexos opostos, transformados pela Natureza em máquinas portadoras de criaturas, surgiu a quarta Raça-Raíz sobre o geológico cenário atlante localizado no oceano que leva seu nome.
Foi engendrada pela terceira Raça há uns 8 milhões de anos, cujo fim o Manu da quarta Raça escolheu dentre a anterior os tipos mais adequados, a quem conduziu à imperecedoura Terra Sagrada para livrá-los do cataclismo lemuriano.
A Atlântida ocupava quase toda a área atualmente coberta pela parte setentrional do Oceano Atlântico, chegando pelo NE até a Escócia, pelo NO até o Labrador e cobrindo pelo Sul a maior parte do Brasil.
Os atlantes - de estatura superior à acual - possuíram uma alta tecnologia, a que combinaram com a magia, porém, ao final degeneraram e foram destruídos.
H. P. Blavatsky, referindo-se à Atlântida, diz textualmente em suas estâncias antropológicas:
"Construíram templos para o corpo humano, renderam culto a homens e mulheres. Então, cessou de fundionar o terceiro olho (o olho da intuição e da dupla visão). Construíram enormes cidades, lavrando suas próprias imagens segundo seu tamanho e semelhança, e as adoraram..."
"Fogos internos já haviam destruído a terra de seus pais (la Lemúria) e a água ameaçava a Quarta Raça (a Atlântida).
Sucessivos cataclismos acabaram com a Atlântida, cujo final foi reconsttuído em todas as tradições antigas como o Dilúvio Universal.
A época de submersão da Atlântida foi realmente uma era de câmbios geológicos. Emergiram do seio profundo dos mares outras terras firmes que formaram novas ilhas e novos continentes.
Esta raça por ser remanescente da terceira raça sua estada foi adiada e a alguns anos atrás ainda havia espíritos desta raça ainda estão encarnados até hoje. Mas a maioria desta raça está hoje no planeta Vênus e Marte.
Já há 1 milhão de anos que o Manu Vaivasvata (o Noé bíblico) selecionou de entre a sub-Raça proto-semítica da Raça Atlante as sementes da quinta Raça-Mãe e as conduziu à imperecedoura Terra Sagrada. Idae após idade foi modelando o núcleo da humanidade futura. Aqueles que lograram cristalizar as virtudes da alma acompanharam o Manu em seu êxodo à Ásia Central, onde morou por longo tempo, fixando alli a residência da Raça, cujos galhos haveriam de ramificar-se em diversa direções.
Eis agora as sete sub-raças ou galhos do tronco ário-atlante:
A primeira sub-raça se desenvolveu no Planalto Central da Ásia, de forma mais concreta na região do Tibet, e teve uma poderosa civilização esotérica.
A segunda sub-raça floresceu no sul da Ásia, na época pré-védica, e então foi conhecida a sabedoria dos Rishis do Hindustão, os esplendores do antigo Império Chinês etc.
A terceira sub-raçase desenvolveu maravilhosamente no Egito (de direta ascendência atlante), Pérsia, Caldéia etc.
A Quarta sub-raça resplandeceu com as civilizações da Grécia e de Roma.
A Quinta foi perfeitamente manifestada com Alemanha, Inglaterra e outros países.
A Sexta resulta da mescla dos espanhóis com as raças autóctones da Indoamérica.
Nossa atual Raça terminará com um grande cataclismo. A Sexta Raça (Raça Koradhi) viverá em uma Terra transformada (a Quinta Ronda, ou Etérica; veja o texto sobre as Rondas Planetárias) e a sétima será a última. Depois dessas Sete Raças, a Terra se converterá em uma nova lua.
Esta é a nossa raça das pessoas que nasceram antes do ano 2000, nossa raça está em insistente transformação, os desencarnados de nossa raça por ainda sermos densamente vagamos por nossa crosta mesmo, outros mais iluminados já estão em planos no planetas Saturno e Jupíter.
A sexta-raça começa a surgir agora principalmente na américa do sul, são as crianças inteligentes, a sétima raça ainda não apareceu, alguns dizem que após a sétima raça o universo se modificará para outro ciclo encarnatório, outros dizem que após todas as raça o mundo se auto destruirá, o futuro não sabemos, mas entendemos que para termos um futuro bom, devemos cuidar e policiar nosso presente.
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