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SALVE O DIA 13 DE MAIO




Neste dia  Saudo,
Salve as Almas Benditas.
Salve Todos Pretos Velhos e Pretas Velhas.



Pretos e Pretas velhos, trazendo-nos raízes da Angola, Congo, Guiné, vindo em seus passos cadenciados com seus banquinhos, tocos, cachimbos, patuás, velas, cruzes, suas baforadas, sua risada tranquila, como toda a tranquilidade ensinada quando está presente.
Misturam o Amor e a Alegria, às lagrimas de seu último sofrimento na Terra. Recordam-se como ninguém do que o homem é capaz, e lutam para que não haja mais escravidão no coração de ninguém, sempre prontos a ensinar e aconselhar.
Desmancham toda e qualquer demanda, estão ao nosso lado, seja para o que for, se alegram conosco em nossas vitórias, se entristecem quando não conseguimos êxito, mas sempre estão prontos a nos abraçar e acalentar. Quando seus filhos estão muito atarantados, dão broncas e alertas, deixam claro quando há erro e desvio de conduta moral. Mas também avisam se há algo com quem se precaver, em relação a determinado fato, ou pessoa.
Surgem diante nossos olhos espirituais, tão logo pedimos seu auxílio com sinceridade e Fé no coração, e nunca nos deixam sem depositar na alma uma palavra de alento e esclarecimento, não permitindo que caiamos novamente nos abismos da incerteza e dor. Sua presença amiga nos facilita a confidência, a palavra sofrida, permite expressarmos nossa angústia e dor
Queridos pretos e pretas velhos, Saravá à Sua Banda. Que as Sete Linhas Poderosas da Umbanda lhe deem muita Luz, Harmonia, Força e Paz e que prossigam, iluminando os filhos de Fé, que tanto necessitam de suas palavras, seu alento e proteção. Que possamos aprender convosco, o segredo da magia da transmutação do fel da Tristeza e Mágoa, no Ouro da Alegria, Suavidade e Puro Amor.
Salve o seu dia, Salve a Misericórdia Divina, manifesta através da Sua Luz!


Adorei as Almas!

Muitas vezes basta ser...

Foto: http://www.templodosoraculos.com.br/

- Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

(Cora Coralina)

Boa noite meus queridos!
Atenciosamente..
Equipe Templo Dos Oráculos.


- Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

(Cora Coralina)

Dia 23 de abril- Salve Ogum




SALVE O DIA DE HOJE!!!
Pai que no dia de hoje e sempre...
Que a paz , o amor e a harmonia estejam persentes nos nossos corações.
Zela por nós proteja-nos sempre abrindo e iluminado nossos caminhos!
Salve São Jorge, Salve Ogum!






OGUM


Pai Ogum é a Divindade que está assentada no pólo positivo (irradiante) da Linha da Lei. Representa a Ordenação Divina, o Governo da Lei Maior em toda a Criação.

Suas Irradiações contínuas amparam e sustentam aqueles que vivem dentro da Lei e da Ordem Divinas e também socorrem aos que necessitam desse amparo.

Ogum é a Lei, cujo símbolo é a espada, que por sua vez representa o caminho reto, a retidão de caráter, a honra, a honestidade. Perante a Lei não existe “mais ou menos”, não se pode ser “mais ou menos honesto”: ou se está no caminho reto, respeitando a Lei Divina, a si mesmo e ao próximo, ou não se está. Por isso se diz que os filhos de Ogum são taxativos: não hesitam em “comprar batalhas” para defender os amigos e aqueles que agem com respeito à Lei de Deus e ao próximo, mas se afastam dos que agem com desonestidade e deslealdade.
Ogum é o Senhor dos caminhos e realiza a abertura de caminhos, a ordenação, o afastamento da desordem e do caos, o corte das atuações negativas, mas tudo a partir do equilíbrio íntimo dos seres perante a Lei Divina. A primeira “batalha” que Pai Ogum nos ensina a realizar é vencer os vícios e a desordem interna para que, uma vez equilibrados, possamos atrair situações e relacionamentos ordenados, livres da desordem que nasce do desrespeito à Lei Maior e à Justiça Divina.

Lei e Justiça são interligadas, não se pode obter o amparo da Justiça Divina sem viver em obediência às Leis da Criação. O dragão subjugado por São Jorge e por São Miguel Arcanjo, que sincretizam com Ogum, representa exatamente o trabalho pela vitória sobre as nossas trevas interiores. O dragão é o símbolo da maldade, dos vícios, das negatividades, do ego exacerbado, da vaidade extrema, da ganância etc. Vencendo “o dragão”, sob o amparo de Ogum, nos habilitamos a atrair situações favoráveis, sob o amparo da Lei. Porque a Lei atua sem cessar, irradiando-se para toda a Criação. Sintonizados com a Lei, alcançamos o amparo da Lei e da Justiça do Criador. Então, os inimigos terão olhos, mãos, pés e armas, mas não conseguirão nos enxergar, não poderão nos tocar e nem nos alcançar ou ferir, como diz um ponto cantado.

Seu primeiro elemento de atuação é o Ar e o 2º. Elemento é o Fogo.

Na Linha pura da Lei Ogum faz par com Yansã, ambos atuando pelo elemento Ar. 

Também faz par com Egunitá, a Mãe do Fogo e da Justiça, aqui formando com Ela uma Linha polarizada ou mista Lei/Justiça, pelos elementos Ar/Fogo.

Nos elementos, Ogum é o ar que refresca e a brisa que acalenta.

Na Lei, Ogum é o princípio ordenador inquebrantável.



Na Criação Divina, Ogum é a defesa de tudo o que foi criado, é a defesa da vida.



Na Irradiação da Lei, Ogum é passivo, pois seu magnetismo irradia-se em ondas retas, em corrente contínua, e seu núcleo magnético gira para a direita (sentido horário).



Seu Fator Ordenador nos ajuda a vencer nossas trevas e bloqueios interiores (as verdadeiras demandas) e nos protege dos obstáculos externos, quando vivemos de acordo com os ditames da Lei Divina.



Ogum é a Lei, é a via reta. É associado a Marte e ao número 7.



Na Bahia Ogum sincretiza com Santo Antonio de Pádua. Nos demais Estados, em geral é sincretizado com São Jorge e celebrado em 23 de abril.



A respeito do sincretismo de Ogum com São Jorge, FERNANDO FERNANDES, no excelente artigo “Astrologia e Mitos Religiosos”, comenta: “O simbolismo, aliás, não poderia ser mais adequado: São Jorge veste uma armadura de guerra (a proteção necessária para atuar em ambientes inferiores) e monta um cavalo branco (as forças da matéria e o lado animal da personalidade, já purificados - por isso a cor branca - e colocados a serviço de desígnios elevados). Utiliza a lança e a espada (um símbolo do direcionamento da energia) e consegue vencer o dragão (as forças das trevas).”



Em seguida, o referido autor fala sobre características de Ogum na Umbanda e no Candomblé e sua associação ao planeta Marte: ”A espada está ligada ao Orixá de três formas: por ser guerreiro e caçador, Ogum rege as armas em geral; por ser ferreiro, é fabricante de objetos de metal; e, finalmente, é o orixá regente do ferro, matéria-prima para a maioria das armas. Como símbolo, a espada representa a energia mobilizada e direcionada para cortar o avanço do mal. Basta lembrar outra lenda, criada num ambiente bem diferente do que estamos tratando: a história céltica do Rei Artur que, munido da espada mágica Excalibur e sob a orientação de um iniciado, o Mago Merlin, combate as forças malignas acionadas por temíveis feiticeiros. Excalibur é o instrumento do combate da magia branca contra a magia negra. A espada de Ogum tem o mesmo significado.



Cabe observar também que o ferro é o elemento químico essencial para a formação dos glóbulos vermelhos. Da mesma forma como sua carência torna o indivíduo anêmico, a carência da raiz energética de Ogum cria uma espécie de anemia espiritual, ou seja, uma falta de coragem e de disposição para lutar pelo próprio desenvolvimento. É por causa dessa função revitalizadora que Ogum é apresentado nos mitos africanos como o orixá que vem na frente, o pioneiro na tarefa de descer à Terra e acordar os homens. Trata-se, evidentemente, de uma função típica de Áries e Marte.



(...) Ogum muitas vezes é invocado como se fosse uma espécie de guarda-costas celeste, um orixá que, se devidamente agradado, tomará partido em favor do filho de fé e voltará sua fúria contra os inimigos. (...) As concepções mais elaboradas, entretanto, não vêem o orixá como um ser a serviço dos interesses do homem, nem disposto a tomar partido em seus conflitos.



Em essência, as lutas de Ogum processam-se dentro da própria alma, que traz simultaneamente o dragão e a serpente das tendências inferiores assim como o germe da Divindade. Invocar Ogum significa ativar as energias vitais que estão adormecidas na alma, despertar a parcela divina presente em cada ser humano e mobilizar a força necessária para avançar.”



Em seguida, ele comenta o ponto cantado que diz: “Cavaleiro supremo/mora dentro da lua /Sua bandeira divina/ é o manto da Virgem pura”, acrescentando: “A lenda de São Jorge, que não tem qualquer origem no culto dos orixás, mas sim no Cristianismo Popular, atribui-lhe o domínio da Lua, onde ele estaria em permanente combate com o dragão. É interessante notar que o símbolo da Lua, do ponto de vista astrológico, não é o desenho da Lua Cheia, mas do Crescente, que é formado por dois semi-círculos. Enquanto o círculo - o Sol - representa o espírito enquanto instância permanente e perfeita, o semicírculo é a alma, ou seja, o espírito ainda submetido às experiências da evolução, aprisionado nas sombras da própria ignorância e no vendaval das paixões ainda não dominadas. A Lua não tem brilho próprio, apenas refletindo a luz do Sol. Da mesma forma, para tomar de empréstimo uma concepção do pensamento hinduísta, a alma que perambula nas experiências de aprendizagem expressa apenas um reflexo provisório de sua verdadeira identidade, que só brilhará de forma pura quando o espírito transcender o ciclo das reencarnações e alcançar os planos mais elevados da absoluta ausência de forma, no mental superior.



Há um ditado do Catolicismo Popular que afirma que Maria é o atalho para Jesus. Da mesma maneira, muitos astrólogos medievais viam a Lua como um caminho para o Sol, assim como, na concepção hinduísta, a vida sob o domínio da emoção e dos sentimentos é a etapa necessária para a vida no plano da criação pura. Voltando aos astrólogos da Idade Média, era comum em textos da época a referência ao mundo sublunar para falar da mutável e inconstante realidade terrena, em contraste com a atemporalidade da perfeição espiritual simbolizada pelo Sol. Em todas as religiões antigas, a Lua e o Sol constituem um casal divino, cujo melhor exemplo é o mito de Ísis e Osíris no Egito. No sincretismo afro-brasileiro, a associação é com Iemanjá e Oxalá, identificados, aliás, com Nossa Senhora e Jesus Cristo. Mas por que razão Ogum, orixá de conotação nitidamente masculina, assim como São Jorge, santo militar e pertencente a um universo dominado pelos homens, surgem tão freqüentemente relacionados à Lua e aos orixás femininos das águas, como Iemanjá e Oxum?



Há, pelo menos, duas explicações possíveis: em primeiro lugar, as demandas que Ogum enfrenta pertencem todas ao domínio das paixões inferiores, como o ódio, a inveja, o ciúme e o egoísmo.



A Lua, cuja permanente mudança de fases bem representa a instabilidade da alma humana, é o campo de batalha onde os instintos precisam ser vencidos para que brilhe a natureza solar. Em segundo lugar, podemos lembrar o princípio da complementaridade dos opostos: masculino e feminino são polaridades que não podem existir de forma exclusiva, sem a complementaridade do outro pólo.



Ogum, que carrega consigo tantas qualidades positivamente masculinas, como a força, a coragem, a energia do fogo e a carga de agressividade necessária para qualquer realização, precisa do tempero da receptividade, da doçura, da paciência e da devoção, atributos femininos dos orixás das águas. Sem esse tempero, o resultado é desequilíbrio.



Os mitos africanos, ao mostrarem um Ogum guerreiro, violento, destruidor e, ao mesmo tempo, incapaz de compreender a alma feminina (ele perde, sucessivamente, suas esposas para Xangô), não estão falando verdadeiramente do orixá, mas de sua manifestação imperfeita e desequilibrada no próprio ser humano. Na medida em que as qualidades precisam ser integradas e harmonizadas, os conflitos míticos entre os orixás dramatizam exatamente a luta por essa integração interior, na busca da totalidade psíquica.



O Ogum do sincretismo afro-brasileiro, que trabalha harmoniosamente associado a Oxum e Iemanjá, como demonstram os pontos, já expressa, pois, uma concepção mais integrativa do que aquela presente nas lendas iorubanas.



O ponto atribui uma característica feminina à bandeira de São Jorge: não é mais o estandarte de guerra, mas o próprio manto da Virgem.



Em todos os pontos em que Ogum aparece associado ao princípio feminino, seja sob a forma da Virgem Maria, de Iemanjá ou de Oxum, o sentido é sempre o da força dirigida pela sabedoria, a energia de luta colocada a serviço da misericórdia. Trata-se de um belo simbolismo que reúne elementos das tradições cristã e iorubana.” (Material extraído do site: www.constelar.com.br/revista/ediçao37/jorge4.htm)



História

No Candomblé, Ogum é o grande general, marechal de todas as lutas, o grande guardião, o pai rígido e severo, mas apaixonado e compreensivo. É a franqueza, a decisão, a convicção, a certeza. É o empilhamento de metais, a bateria que gera a energia, a pilha. É a própria energia, vibrante, incontrolável, devastador, é a vida em sua plenitude.



Ogum também está presente nas construções, nas edificações, no cimento que vai unir tijolos e construir casas. É a muralha, o obstáculo difícil de ser vencido. É o amianto, o aço, o ferro, a bauxita, o manganês, o carvão mineral, a prata, o ouro maciço, o diamante em estado bruto, o zinco, o cobre, o alumínio, o parafuso, o prego, a mola, a viga, a estrutura, o concreto, a dureza, a firmeza. É também a lapidação, o aparelho cirúrgico, o aparelho dentário, o próprio dente. É o ato de cortar, morder, devorar.



Como Orixá, Ogum é o Senhor do ferro, dos ferreiros e de todos aqueles que utilizam esse metal.



Ogum é filho de Odudua com Yemanjá e irmão de Exu e Oxóssi. Era um caçador tranqüilo, calmo, pacato, bom filho, bom irmão, atencioso e trabalhador. Provia sua casa e família, pois Exu gostava de viajar pelo mundo, enquanto Oxóssi era mais descansado e contemplativo. Ogum cuidava da caça, dos consertos etc. Mas dentro de seu coração existia um enorme desejo de “ganhar o mundo”.



Num belo dia, ao voltar de uma caçada, viu sua família ameaçada por guerreiros de terras distantes. Ao ver a casa em chamas e seus entes queridos clamando por socorro, Ogum tomou-se de ira e, sozinho, arrasou os agressores, não deixando um só de pé. Daí por diante, Ogum iniciou Oxóssi nas artes da caça, mostrou-lhe os caminhos e trilhas da floresta e lhe disse: - “Sempre que estiveres em perigo, pense em mim. De onde eu estiver, voltarei para defendê-lo”. Em seguida, aproximou-se de Yemanjá e se despediu: - “Mãe, eu preciso ir. Preciso vencer e conquistar. Está no meu sangue, essa é a minha vontade”. Partiu e se tornou o maior guerreiro do mundo. Vencia todos os exércitos.



Ogum se tornou a vitória, a força da conquista. Tornou-se Rei de Ifé, quando Odudua (fundador de Ifé) ficou cego. Brigou com reinos vizinhos a Ifé, aumentando cada vez mais o seu reinado. Dominou as cidades de Ará e de Irê, passando a usar o título de Onirê (Rei de Irê).



Ogum é uma das Divindades yorubanas mais conhecidas, cultuadas e temidas. Às vezes, é até mais temido do que Exu, sobre o qual tem total domínio. Sem a permissão e a proteção de Ogum, nenhuma atividade seria proveitosa.



Ogum é o dono do obé (faca). Divindades mais antigas, originárias de países vizinhos, mesmo que assimiladas pelos Nagôs-Yorubás, não aceitavam de bom grado a primazia que Odudua concedeu a Ogum. Dentro desse contexto, essas diferenças deram origem a “conflitos” entre Nanã e Ogum, isto porque Nanã, o mais antigo Orixá da Nação de Daomé, não aceita o comando de Ogum. Por isso, nenhum animal oferecido a Nanã poderia ser cortado com o obé (faca) de metal, e sim com o de madeira.



A principal insígnia de Ogum é a espada, que Ele empunha com ar marcial quando, manifestado, dança no Candomblé. Nesta dança, ao deparar com outro Orixá que também esteja empunhando uma espada, Ogum trança armas com ele e as lâminas se entrechocam, ritmadas (o que está relacionado com o que é conhecido como pírrica, ou seja, a dança militar na qual seus executantes apresentam-se armados).



As armas mágicas de Ogum são a espada de São Jorge e a lança de Ogum, liliáceas da África Equatorial, aclimatadas no Brasil. O nome espada de São Jorge se deve à forma da folha carnosa, que lembra uma larga e longa lâmina de arma branca, com dois gumes e o ápice acuminado. Costuma ser plantada em vasos, jardineiras ou canteiros, em residências ou à entrada de casas comerciais, como espada capaz de defender dos malefícios. Nos terreiros, a espada de São Jorge é brandida como veículo de passes ou para afastar os maus espíritos. É uma das plantas usadas em banhos de proteção. Serve para sinais cabalísticos traçados no ar, durante consultas ou cerimônias; é usada inclusive na sagração dos noviços (como acontecia com os reis e cavaleiros medievais).



Na lança de Ogum, conforme o próprio nome indica, a folha carnosa é cilíndrica e pontiaguda, como uma lança. Suas atribuições rituais e poderes mágicos têm semelhança com os da espada de São Jorge.



Outra planta ligada a Ogum é o dendê ou dendezeiro, uma palmeira africana aclimatada no Brasil. Ogum é representado pelas franjas de folhas desfiadas dessa palmeira: o mariwó. Além de insígnia do Orixá, o mariwó é também proteção e defesa: dependurado sobre portas e janelas ou à entrada dos caminhos, afasta bruxedos e influências maléficas.



Na Bahia, Ogum é sincretizado com Santo Antônio, capitão do exército brasileiro. Sua espada e seu uniforme de gala como capitão, doados por uma beata, foram conservados pelos Franciscanos da Bahia, segundo Pierre Verger, que na Igreja fotografou o sabre e o fardamento do Santo. Santo Antônio, que “sentou praça” no Forte da Barra em fins do século XVI, como simples soldado, foi promovido a capitão em 1705 e a major durante a última guerra mundial. Debret atribuiu ao Santo casamenteiro o posto mais elevado da hierarquia militar, como "marechal dos exércitos do rei e comandante das Ordens de Cristo, na Bahia."



LENDAS



Ogum e o número sete

Ogum é único. Mas em Irê costuma-se dizer que Ele é composto de sete partes: “Ógún méjeje lóòde Iré”, uma alusão às sete aldeias que existiram em volta de Irê, hoje desaparecidas. Por isso o número 7 é associado a Ogum, que é representado, nos lugares que lhe são consagrados, por instrumentos de ferro, em número de 7, 14 ou 21, pendurados numa haste horizontal também de ferro, tais como: lança, espada, enxada, torquês, facão, ponta de flecha e enxó, símbolos de suas atividades.

Sobre as 7 partes de Ogum existem muitas lendas. Duas são mais conhecidas e o relacionam com Oyá (Yansã).

A primeira lenda conta que Ogum preparou-se para ir à guerra. Oyá, sua esposa, também guerreira, quis acompanhá-lo, mas Ogum proibiu-a. Muito astuta e não querendo deixar de guerrear ao lado do marido, Oyá vestiu uma das roupas dele, prendeu os cabelos por baixo de um capacete e seguiu-o.

A luta foi muito grande. Ogum estava quase a perdê-la, quando Oyá levantou sua espada, lutou por ele e venceu a batalha. Então Ogum quis saber quem era o garboso guerreiro. E Oyá, muito orgulhosa, tirou o capacete e soltou os cabelos.

Ogum reconheceu a esposa, mas por orgulho não quis admitir ter sido salvo por uma mulher e levantou sua espada para matá-la. Oyá, ao mesmo tempo, também levantou a sua para defender-se. As espadas tocaram-se no ar. Travaram então uma grande luta, na qual Ogum cortou Oyá em nove (partes) e Oyá cortou Ogum em sete.

A segunda lenda sobre os 7 Oguns, também relacionada a Oyá, conta que Ela era a companheira de Ogum e o ajudava no trabalho de forjar o ferro. Todo dia Oyá carregava seus instrumentos e ia para a oficina, onde manejava o fole para ativar o fogo da forja.

Por essa ajuda, Ogum ofereceu a Oyá uma vara de ferro, semelhante a uma que ele possuía e que tinha o poder de dividir os homens em sete partes e as mulheres em nove, se por ela fossem tocados no decorrer de uma briga.

Xangô gostava de sentar-se próximo, a fim de apreciar Ogum bater o ferro, e de vez em quando lançava olhares a Oyá, que também olhava para Xangô. Os cabelos de Xangô eram trançados com búzios, como os de uma mulher, Ele usava brincos, colares e pulseiras. Sua beleza e seu poder fascinavam Oyá, que nada disso via em Ogum. Um dia, Oyá fugiu com Xangô. Ogum perseguiu-os. Encontrou-os, brandiu sua vara mágica. Oyá fez o mesmo. Eles se tocaram ao mesmo tempo. Assim, Ogum foi dividido em sete e Oyá em nove, recebendo o nome de Ogum Méjeje (sete), enquanto Oyá recebeu o nome de Yámessan (nove).



Ogum vai morar na lua. Ogum torna-se um Orixá.

Outra lenda conta que quando Ogum conquistou o reino de Irê, deu o trono para seu filho e partiu em busca de novas batalhas. Anos depois, ele voltou. Mas chegou no dia de uma festa religiosa em que todos deviam guardar silêncio. Sentindo sede, quis beber, mas o vinho havia sido todo usado no ritual religioso; pediu comida e ninguém lhe respondeu, por causa da proibição religiosa.

Pensando que o desprezavam, Ogum puxou a espada e matou todo mundo. Quando terminou a cerimônia religiosa, o filho veio ao encontro de Ogum, prestou-lhe todas as homenagens e ofereceu-lhe um banquete. Os habitantes de Irê, já libertos do voto de silêncio, começaram a cantar louvores a Ogum, dizendo: “Ogum jé ojá” (Ogum come cachorro); o que lhe valeu o nome de Ogunjá. Então Ogum soube do motivo daquele silêncio e lamentou seus atos violentos. Lançou sua espada no ar e subiu com ela para o Orum, indo habitar a lua. Outros contam que Ogum baixou a ponta da sua espada em direção ao solo e desapareceu terra adentro, com um barulho assustador, tornando-se então um Orixá.

Porém, antes de desaparecer, Ogum pronunciou algumas palavras. E se alguém pronunciar essas mesmas palavras durante uma batalha, Ogum vem e guerreia por essa pessoa. Mas tais palavras não podem ser usadas em outras circunstâncias: se Ogum não encontrar inimigos diante de si, é sobre o imprudente que as pronunciou que Ele se lançará.



Ogum e Exu

Uma lenda conta que Ogum foi o segundo filho de Iemanjá e que era muito ligado a Exu, seu irmão mais velho. Os dois eram muito aventureiros e brincalhões, estavam sempre fazendo estripulias. Quando Exu foi expulso de casa pelos pais, Ogum ficou muito zangado e resolveu acompanhar o irmão. Foi atrás dele e por muito tempo os dois correram mundo juntos. Exu, o mais esperto, resolvia para onde iriam; e Ogum, o mais forte e guerreiro, ia vencendo todas as dificuldades do caminho.

É por isso que Ogum sempre surge nos cultos logo depois de Exu, pois honrar seu irmão preferido é a melhor forma de agradá-lo. E enquanto Exu é o dono das encruzilhadas, Ogum governa a reta dos caminhos.



Divindades associadas:


Da cultura grega- Ares (que é o Marte romano), deus da guerra e pai de diversos heróis

Da cultura hindu- Indra, Vayu, Ganesha ou Ganapati (Senhor dos Exércitos), Kalki, Kartikeya ou Skanda, Twachtri

Da cultura nórdica- Odim (o maior de todos os guerreiros)

Da cultura celta- Lugh (guerreiro que parece montado em seu cavalo com uma lança mágica na mão)

Da cultura sumeriana- Zababa, Ninrud

Da cultura síria- Resheph

Da cultura chinesa- Liu Pei (guerreiro, Divindade da honra e do dever), Kwan Kun (Senhor das artes marciais e protetor da Divindade Kwan Yin

Da cultura japonesa- Maristin (Divindade da guerra, em cuja honra é realizado anualmente um simulacro de combate)

Da cultura asteca- Huitzilopochti (Divindade do sol e da guerra)

(Fonte: O livro “Deus, “deuses”, Divindades e Anjos”, Alexandre Cumino, Ed. Madras.)



As Características Dos Filhos De Ogum



Não é difícil reconhecer um filho de Ogum. Tem um comportamento extremamente coerente, arrebatado e passional, aonde as explosões, a obstinação e a teimosia logo avultam, assim como o prazer com os amigos e com o sexo oposto. São conquistadores, incapazes de fixar-se num mesmo lugar, gostando de temas e assuntos novos, conseqüentemente apaixonados por viagens, mudanças de endereço e de cidade. Um trabalho que exija rotina, tornará um filho de Ogum um desajustado e amargo. São apreciadores das novidades tecnológicas, são pessoas curiosas e resistentes, com grande capacidade de concentração no objetivo em pauta; a coragem é muito grande.



Os filhos de Ogum custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções. São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas.



Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor.



São pessoas determinadas e com vigor e espírito de competição. Mostram-se líderes natos e com coragem para enfrentar qualquer missão, mas são francos e, às vezes, rudes ao impor sua vontade e idéias. Arrependem-se quando vêem que erraram, assim, tornam-se abertos a novas idéias e opiniões, desde que sejam coerentes e precisas.



As pessoas de Ogum são práticas e inquietas, nunca "falam por trás" de alguém, não gostam de traição, dissimulação ou injustiça com os mais fracos.



Nenhum filho de Ogum nasce equilibrado. Seu temperamento, difícil e rebelde, o torna, desde a infância, quase um desajustado. Entretanto, como não depende de ninguém para vencer suas dificuldades, com o crescimento vai se libertando e acomodando-se às suas necessidades. Quando os filhos de Ogum conseguem equilibrar seu gênio impulsivo com sua garra, a vida lhe fica bem mais fácil. Se ele conseguisse esperar ao menos 24 hs. para decidir, evitaria muitos revezes, muito embora, por mais incrível que pareça, são calculistas e estrategistas. Contar até 10 antes de deixar explodir sua zanga, também lhe evitaria muitos remorsos. Seu maior defeito é o gênio impulsivo e sua maior qualidade é que sempre, seja pelo caminho que for, será sempre um Vencedor.



A sua impaciência é marcante. Tem decisões precipitadas. Inicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. Está sempre em busca do considerado o impossível. Ama o desafio. Não recusa luta e quanto maior o obstáculo mais desperta a garra para ultrapassá-lo. Como os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas, os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo: quando o atinge, imediatamente o larga e parte em procura de outro. É insaciável em suas próprias conquistas. Não admite a injustiça e costuma proteger os mais fracos, assumindo integralmente a situação daquele que quer proteger. Sabe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado, desde que não seja desrespeitado. Adapta-se facilmente em qualquer lugar. Come para viver, não fazendo questão da qualidade ou paladar da comida. Por ser Ogum o Orixá do Ferro e do Fogo seu filho gosta muito de armas, facas, espadas e das coisas feitas em ferro ou latão. É franco, muitas vezes até com assustadora agressividade. Não faz rodeio para dizer as coisas. Não admite a fraqueza e a falta de garra.



Têm um grave conceito de honra, sendo incapazes de perdoar as ofensas sérias de que são vítimas. São desgarrados materialmente de qualquer coisa, pessoas curiosas e resistentes, tendo grande capacidade de se concentrar num objetivo a ser conquistado, persistentes, extraordinária coragem, franqueza absoluta chegando à arrogância. Quando não estão presos a acessos de raiva, são grandes amigos e companheiros para todas as horas.



É pessoa de tipo esguio e procura sempre manter-se bem fisicamente. Adora o esporte e está sempre agitado e em movimento, tendem a ser musculosos e atléticos, principalmente na juventude, tendo grande energia nervosa que necessita ser descarregadas em qualquer atividade que não implique em desgastes físicos.



Sua vida amorosa tende a ser muito variada, sem grandes ligações perenes, mas sim superficiais e rápidas.



Cozinha ritualística
Cará com Dendê e Mel

Lave um inhame em sete águas (sete vezes), depois coloque numa gamela de madeira ou alguidar. Com uma faca (obé), bem afiado, corte-o na vertical. Na banda do lado esquerdo se passa dendê e na do lado direito mel.

Paliteiro de Ogum

Cozinhe um Cará com casca e tudo. Coloque numa gamela de madeira ou alguidar. Espete palitos de Mariô por toda a superfície. Pode regar com dendê ou mel.

Feijão Mulatinho

Cozinhe o feijão mulatinho (ou cavalo) e tempere-o com cebola refogada no dendê, coloque em um alguidar e enfeite com 7 camarões fritos no dendê.

Feijão para Ogum

Ingredientes: 500g de feijão cavalo, 1 cebola, 1 vidro de dendê, 7 camarões grandes. Preparo: Cozinhe ligeiramente o feijão e tempere-o com cebola refogada no dendê. Coloque em um alguidar forrado com folhas de louro e enfeite com os camarões passados no dendê.

Vatapá de Ogum

Ingredientes: Azeite de dendê; 2 cocos; 500 g de camarão seco; 500 g de camarão fresco; 500 g de garoupa (ou outro peixe em postas); 250 g de amendoim torrado (ou, se preferir, 100 g de castanha de caju torrada); 12 pães pequenos amolecidos em água; 2 cebolas grandes; 2 dentes de alho . Preparo: Tire o coco da casca. Lave, rale, aqueça em banho-maria, então esprema num guardanapo o leite puro extraído.
Junte ao bagaço do coco dois copos de água quente e esprema novamente. Repita o processo mais uma vez, cuidando de deixar separados os leites (deixar em vasilhames separados o primeiro leite do coco, o segundo e o terceiro). Bata no liquidificador ou triture 2 cebolas grandes, 2 dentes de alho e o camarão seco. Depois triture o pão amolecido. Cozinhe o peixe e o camarão frescos com pouco tempero, sem tomate. Refogue o amendoim, a cebola, o alho e o camarão seco. Depois junte o pão. E vá então juntando o segundo leite, depois o terceiro, enquanto for preciso, até dar consistência. Também se pode juntar um pouco da água onde foram cozidos o peixe e o camarão, se for preciso. Quando estiver tudo quase cozido, junte o leite puro, ou seja, o “primeiro leite tirado do coco, depois o peixe em lascas e o camarão fresco. Ao colocar o pão, tempere com sal e não pare de mexer, para não embolar. Junte azeite de dendê em quantidade suficiente. (A consistência deve ser para comer com garfo.) Sirva com angu de arroz, conforme a receita a seguir:

Angu de arroz

Desmanche um punhado de farinha de arroz em leite de coco frio. Tempere com sal e leve ao fogo para cozinhar, sem parar de mexer. Quando estiver cozido, pode juntar o leite de coco puro, fervendo por mais um ou dois minutos. Despeje em forma molhada, deixe esfriar e desenforme num prato. Este angu é o acompanhamento correto do vatapá.

Peixe de água salgada assado e recheado com amendoins inteiros e crus e com um punhado de grãos de milho previamente aferventados. Servir sobre folhas de louro fresco. Enfeitar com tiras de coco, fatias de manga espada e rodelas de rabanete.

Inhame assado e rodeado de feijão fradinho levemente torrado. Servir sobre folhas de manga ou de louro fresco.

Farofa de feijão (fradinho, branco, ou feijão cavalo).

Cozinhar ligeiramente o feijão com água e sal, tendo o cuidado de conservar os grãos inteiros. Escorrer e reservar. Numa panela à parte, derreter um pouco de toucinho (banha de porco) com rodelas de cebola. Quando a cebola começar a dourar, joga-se um punhado de farinha de mandioca para torrar e por ultimo o feijão, misturando tudo. Servir sobre um punhado de ervas (quebra demanda, louro, guiné, folhas de manga etc.) e enfeitar com pimentas dedo de moça.

Costela de boi assada com fatias de inhame ou de batata. Oferendar sobre ervas frescas (pode ser num alguidar forrado com as ervas), rodear com farinha de mandioca e com um punhado de pipoca feita no dendê.

Farofa de inhame-

Assar ou cozinhar um inhame grande e fatiá-lo em sete partes. Misturar um punhado de farinha de milho amarela. Regar com mel. Oferendar sobre um maço de ervas frescas (ver as ervas do Orixá). Pode-se enfeitar com cravos vermelhos (flor) ou então com 21 cravos da Índia (a especiaria).

Mingau forte

Ingredientes: 7 camarões frescos; 2 copos de água de coco verde (ou de leite de coco); 1 inhame pequeno cozido e amassado; um pouquinho de farinha de mandioca e um punhado de amendoins inteiros e crus. Preparo: Lavar os camarões, passar num suco de limão e cozinhar ligeiramente na água (ou leite) de coco. Retirar os camarões do caldo que ficou e reservar. Levar o caldo ao fogo bem baixo, acrescentar a o inhame já amassado e a farinha, mexendo por minutos, para engrossar. Fora do fogo, misturar os camarões, com cuidado para não quebrarem. Oferendar sobre ervas frescas e enfeitar com os amendoins.



Oferenda para Ogum

- Cerveja branca, cravos vermelhos, uva rubi, figo, manga espada, velas branca, vermelha e azul escuro, tudo depositado em um campo aberto, pois seu ponto de força são todos os caminhos abertos.



Onde oferendar: Num campo, caminho ou encruzilhada.



Quando Firmar para Ogum


Para abertura de caminhos, situações de perigo, ordenando e direcionando quando se sentir sem rumo, cortando e anulando magias negativas, nos trazendo potência, força de seguir em frente e proteção em todos os sentidos.



Firmeza para Ogum

3 pedras de granada pequenas, 1 pedaço de ferro, uma vela de 7 dias azul escuro, sendo feita desta forma – as pedras dispostas em triângulo, no centro a vela de 7 dias azul escura e do lado da vela o pedaço de ferro, embaixo da vela seu nome ou foto e você montará esta firmeza no seu congá ou no solo.



Amanci de Ogum

Água de rio com folhas de pinheiro maceradas e curtidas por sete dias.



Alguns Caboclos de Ogum: Rompe Mato (Ogum/Oxóssi), Ubirajara Peito de Aço (e Linha de Caboclos Peito de Aço), Timbiri, Humaitá, Tira-Teima, Araguari, Sete Espadas (Oxalá/Ogum), Sete Lanças (Oxalá/Ogum), Sete Escudos (Oxalá/Ogum), Araribóia, Jupiara, Guerreiro, Quebra Pedras (Ogum/Oxum), Pedra Azul (Oxalá/Ogum), Rompe Terras (Ogum/Omolu), Arranca Toco (Ogum/Omolu), Quebra Toco (Ogum/Omolu), Pena Azul (Oxóssi/Ogum).

Alguns Exus de Ogum: Tranca Ruas, Sete Facas (Oxalá/Ogum), Sete Espadas (Oxalá/Ogum), 7 Ferraduras (Oxalá/Ogum), Exu Ferrolho (Ogum/Oxum), Exu 7 Correntes (Oxalá/Ogum/Oxum), Exu Trinca Ferro (Omolu/Ogum), Exu do Ferro, Exu Corta Fogo (Ogum/Xangô), Exu Pé de Ferro, Exu Garra de Ferro

Nem tudo É Facil



É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.
É difícil ser fiel, assim como é fácil se aventurar.
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os
olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que
sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o
próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas…
É difícil pedir perdão?
Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o…
É difícil perdoar?
Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga…
É difícil se abrir?
Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça…
É difícil ouvir certas coisas?
Mas quem disse que é fácil ouvir você?!
Se alguém te ama, ame-o…
É difícil entregar-se?
Mas quem disse que é fácil ser feliz?!
Nem tudo é fácil na vida…
Mas, com certeza, nada é impossível…
Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos,
Mas também tornemos todos estes desejos realidade!

Cecilia Meireles

Mediunidade e Espiritualização


MEDIUNIDADE


- Por Emmanuel -

Mediunidade é um instrumento vibrátil e cada criatura consciente pode sintonizá-lo com o objetivo que procura.
Médium, por essa razão, não será somente aquele que se desgasta no intercâmbio entre os vivos da Terra e os vivos da Espiritualidade.
Cada pessoa é instrumento vivo dessa ou daquela realização, segundo o tipo de luta a que se subordina.




“Acharás o que buscas” – ensina o Evangelho, e podemos acrescentar – “farás o que desejas”.
Assim sendo, se te relegas à maledicência, em breve te constituirás em veículo dos gênios infelizes que se dedicam à injúria e à crueldade.
Se te deténs na caça ao prazer dos sentidos, cedo te converterás no intérprete das inteligências magnetizadas pelos vícios de variada experessão.
Se te confias à pretensa superioridade, sob a embriagues dos valores intelectuais mal aplicados, em pouco tempo te farás canal de insensatez e loucura.
Todavia, se te empenhas na boa vontade para com os semelhantes, imperceptivelmente terás o coração impelido pelso mensageiros do Eterno Bem ao serviço que possas desempenhar na construcào da felicidade comum.
Observa o próprio rumo para que não te surjam problemas de companhia.
Desce à animalidade e encontrarás a extensa multidão daqueles que te acompanham com propósitos escuros na retaguarda.
Eleva-te no aperfeiçoamento próprio e caminharás de espírito bafejado pelo concurso daqueles pioneiros da evolução que te precederam na jornada de luz, guiando-te as aspirações para as vitórias da alma.
Examina os teus desejos e vigia os próprios pensamentos, porque onde situares o coração, aí a vida te aguardará com as asas do bem ou com as algemas do mal.
(Recebido espiritualmente por Francisco Cândido Xavier – Texto extraído do livro “Mediunidade e Sintonia” – Editora CEU – Cultura Espírita União).





Espiritualização


Houve um tempo em que o refrão “o melhor médium é o médium evangelizado”, criado pelos espíritas, chegou a ser tomado como lei.

Acontece que, como a mediunidade só era sistematicamente estudada e treinada dentro das casas espíritas, era natural que, para eles, o melhor médium fosse o mais evangelizado, uma vez que o Espiritismo é uma doutrina baseada no Cristianismo, nos ensinamentos deixados por Jesus nos Evangelhos.
O desvio começou quando esse parâmetro tornou-se popularmente difundido, como se o médium que professasse qualquer outra religião ou doutrina, ou que não professasse nenhuma religião ou doutrina, não pudesse ser um bom médium, um médium responsável, um médium voltado para o crescimento espiritual de si próprio e das pessoas com quem convive.

No entanto, mais importante que a crença professada pelo médium, é a forma como entende, exerce e usa sua mediunidade. E nesse aspecto, pouco importa se segue os ensinamentos de Jesus, Buda ou Krishna, pois todos eles, em essência, dizem as mesmas coisas, ensinando que somos todos espíritos, imperfeitos ainda, encarnando e desencarnando sucessivamente, e todos iguais perante o Criador.

Nesse aspecto, importa mais saber como o médium vê o próximo e o que deseja para ele; se usa sua mediunidade, ainda que inconscientemente, para levar o bem a todos, indistintamente; se usa a mediunidade para aprender e crescer; se, mais do que médium, ele entende que é um espírito e, como tal, deve levar sua vida aqui na Terra.

A condição temporária de médium é apenas mais uma tarefa, mais um trabalho a ser cumprido, que não o exonera de todas as outras tarefas comuns a todos os outros seres humanos. Ao contrário, como médium, ou seja, como intermediário entre os homens encarnados e os homens desencarnados, ele deve conhecer bem a natureza humana e, para isso, deve viver bem NO mundo, sem viver PARA o mundo.

“Melhor ser espiritualizado do que ser médium”

A mediunidade é condição que nos coloca em contato direto com o mundo espiritual, o mundo de onde viemos e para onde voltaremos quando esta vida terminar, mas, sendo neutra em si mesma, da mesma forma que nos dá a possibilidade do contato com seres elevados, também pode nos colocar em contato com seres desequilibrados e perturbados. O que determina a qualidade dos contatos a serem feitos por seu intermédio é a intenção do contato e, principalmente, o nível espiritual de quem a possui e exerce.

Quanto mais espiritualizado for o médium, no sentido de ter consciência de sua condição de espírito em experiência na carne, aprendendo e corrigindo-se para crescer, mais elevados serão seus contatos e mais positivos os frutos desses contatos, mesmo quando manifestando entidades desequilibradas, desorientadas e perturbadas, pois estarão sempre voltados para a espiritualização da humanidade como um todo.

De nada adianta ser médium sem essa consciência, pois não estamos aqui para sermos apenas bons médiuns, mas para sermos espíritos melhores, mais éticos e amorosos, e a mediunidade é apenas mais um recurso que Deus nos proporciona para termos sucesso nessa empreitada.

O médium que não procura crescer como espírito, que não busca o aperfeiçoamento de si mesmo em bondade, discernimento, amor, fé e serenidade, que não procura levar às outras pessoas a idéia de que não somos este corpo físico, de que a nossa essência é muito mais sutil, mais nobre e muito mais importante que ele, é mero alto-falante, que apenas repete o que lhe dizem os espíritos, sem se importar com o nível desses espíritos, sem se preocupar se o que dizem é bom ou ruim, sem se importar com o efeito do que é dito nas outras pessoas e no mundo à sua volta.

É o que diz Ramatis, no livro Mediunismo, quando afirma que “não basta ver, ouvir e sentir espíritos em seu plano invisível, pois o médium, em qualquer hipótese, deve ser o homem que, além de contribuir para a divulgação da imortalidade do espírito na Terra, é cidadão comprometido com os deveres comuns junto à coletividade encarnada, onde só a bondade, o amor, o afeto, a renúncia e o perdão incessante podem livrá-lo das algemas do astral inferior.”

Por isso destacamos a frase acima, pois é melhor ser espiritualizado, sem ser médium, do que ser médium, sem ser espiritualizado, já que é muito mais importante para nós evoluirmos como espíritos, independentemente de sermos médiuns ou não.

De nada adianta sermos ótimos médiuns, vendo espíritos, conversando com eles, escrevendo e falando o que eles pensam, se não formos capazes de aprender com isso, se não formos capazes de buscar e levar luz neste contato, se não formos capazes de tornar o mundo à nossa volta melhor com esse intercâmbio.

O contato com o mundo dos espíritos, por si só, não atribui a nenhum médium qualidades morais que ele não tenha em si, que ele mesmo não tenha conquistado como consciência, que ele mesmo não possua, como herança de seus próprios esforços ao longo de sua vida espiritual.

Ninguém se torna digno de confiança e respeito apenas por ser médium. E o médium só será considerado digno de confiança e respeito quando já o for como indivíduo.

UM FELIZ 2013!




Previsões para 2013

Previsões da
Numerologia para 2013

Ano de energia 6
pede serenidade e
comprometimento





Segundo a Previsão Astrológica para 2013, o novo ano promete ser mais austero. E, segundo as Previsões da Numerologia, a história não é

diferente. Entraremos em um ano de energia 6 (2+0+1+3=6), número que pede mais comprometimento e responsabilidade em tudo o que fazemos. Número que pede amor de verdade e relações consistentes. Número que pede uma felicidade de fato existente.

No amor, 2013, o Ano de Saturno, será um ano de muitos inícios e poucos términos. Na verdade, o 6 carrega consigo uma vontade de estar junto e construir uma vida a dois de verdade. Pedidos de casamento poderão ser mais comuns e, certamente, corações cansados de aventuras anunciarão a sua aposentadoria.

Por outro lado, aquelas relações que não são baseadas em um sentimento real, que não são construídas com base no respeito, na cumplicidade e na vontade de estar junto, podem ir por água abaixo. Assim como Saturno, este número não aceita aquilo que não vale à pena ser vivido.

No trabalho, o segredo do sucesso estará em apostar nas relações. O 6 pede interação, troca, é o número da generosidade. Proponha-se a ensinar e os aprendizados virão. O crescimento será lento, mas a vitória merecida virá de um jeito sóbrio e realizador.

A vida financeira pedirá cautela. Não poderá haver exageros, para o número 6 tudo é parcimonioso. Gaste com aquilo que realmente for necessário e junte o que puder juntar.

A família será o seu maior conforto ao longo de todo o ano de 2013. Não se faça de rogado e fique a maior parte do tempo ao lado daquelas pessoas que estão com você para o que der e vier. Não deixe de curtir a intimidade do lar.

Sinta a tranquilidade deste número e permita-se caminhar conforme o seu ritmo. Pode até demorar mais do que você deseja, mas o importante é que o resultado será atingido. Aproveite a vibração e curta o ano do número 6!



Orixas Regentes em 2013

Em 2013 as energias que vão reger e influenciar o ano são dos orixás Xangô e Iansã. Será um ano que vai favorecer a justiça, a boa conduta e a fé.


Xangô é o orixá que exerce a "justiça divina". Quando você pede para Xangô, ele vai consultar o seu livro da vida e ver se você tem merecimento naquilo que você pediu. Por isso esse ano não vai favorecer quem anda na escuridão, quem tem duas caras ou não tem uma boa conduta. Será um ano de "acerto de contas", portanto ande na linha!


Em 2013 é importante rever nossas práticas e buscarmos sermos pessoas melhores, mais justas, honestas e íntegras. Será fundamental neste ano rever nossos conceitos e nos entregarmos com fé às boas batalhas.


Pela influência de Iansã, 2013 promete ser um ano bom para o amor, para viver grandes paixões.



Como Iansã rege sob os ventos e Xangô comanda os raios, este também poderá ser um ano de mudanças climáticas.


2013 promete ser o ano do bem sobre o mal. Vamos renovar nossa fé e pedir a Xangô que nos abençoe com a justiça divina, nos mostrando o melhor caminho.

Horóscopo 2013 para o Amor


ÁRIES

Sua vida social estará movimentadíssima, principalmente nos primeiros meses do ano. Mas, se quiser algo realmente sério, invista no amor entre junho e outubro. Se estiver comprometido, tome cuidado com a falta de tempo para o amor. Lembre-se de que este será um ano de muitas cobranças.

Melhores combinações: leão, sagitário e libra.

TOURO

Você não vai querer saber de brincadeiras neste setor da sua vida. Para você, 2013 será um ano definitivo no amor. Aposte no período entre fevereiro e abril. Com tanto otimismo e desejo, você será capaz de transformar um amor de carnaval em uma relação séria e verdadeira.

Melhores combinações: virgem, capricórnio e escorpião.

GÊMEOS

Em um ano em que sua vida sexual estará agitada, é claro que você poderá usufruir do amor com tudo o que tem direito. Os melhores meses serão de fevereiro a julho. Se estiver solteiro, comece a ficar mais antenado no seu ambiente de trabalho. De lá pode sair um grande amor.

Melhores combinações: libra, aquário e sagitário.

CÂNCER

Você está sempre em busca de segurança no amor e, com Saturno ditando as regras lá de cima, se sentirá extremamente confortável para buscar o que tanto deseja. Entre fevereiro e julho, tudo dará certo na sua vida amorosa. Use o seu carisma e tente falar bastante sobre os seus sentimentos.

Melhores combinações: escorpião, peixes e capricórnio.

LEÃO

Pode dar adeus a qualquer situação constrangedora neste setor de sua vida. Os primeiros meses de 2013 prometem boas surpresas e tudo o que você precisará fazer é usar o seu charme. Se estiver comprometido, pode ser que a relação evolua para um grau mais sério de comprometimento. Que tal um casamento em pleno ano de Saturno?

Melhores combinações: áries, sagitário e aquário.

VIRGEM

Por mais que o seu signo não seja de muita paquera, em 2013, Saturno pedirá que você se deixe levar pelo calor do momento. Este planeta pede mudanças e você não se fará de rogado. Use o seu charme e, certamente, solteirice não fará parte de seu dicionário. Se estiver comprometido, apimente a relação.

Melhores combinações: touro, capricórnio e peixes.

LIBRA

2013 será um ano bem quente para o seu signo. Nada de uma relação mais ou menos. Tudo terá muita intensidade e verdade. Nos primeiros meses do ano, você terá grandes chances de engatar uma relação duradoura. Se estiver comprometido, prepare-se para muito romance!

Melhores combinações: gêmeos, aquário e áries.

ESCORPIÃO

Falar em sorte será pouco. O ano de 2013 será o seu ano no amor! Use todo o seu charme, já bastante conhecido por todos os nativos, e foque nos seus objetivos. Só não se esqueça de que Saturno traz comprometimento. E, por mais que seu desejo seja de ficar só na paquera, tudo pode mudar e você poderá ser fisgado!

Melhores combinações: câncer, peixes e touro.

SAGITÁRIO

Ninguém conseguirá resistir ao seu charme. Se estiver solteiro, pode dar adeus a sua situação de agora. Mais visado do que nunca, terá a chance de escolher o par que quiser. Entre março e abril sua estrela vai brilhar ainda mais. Se estiver comprometido, pode aguardar momentos inesquecíveis.

Melhores combinações: áries, leão e gêmeos.

CAPRICÓRNIO

Saturno é seu regente e é ele quem ditará as regras em 2013. Logo, você sabe que sorte não lhe faltará no próximo ano. Já que você gosta de relações sérias, aproveite o momento e invista em alguém que realmente valha o seu esforço. Este será um ótimo período para engatar novos romances ou sedimentar a relação.

Melhores combinações: touro, virgem e câncer.

AQUÁRIO

Você anda sonhando em encontrar a sua alma gêmea? Pois bem, pode colocar um sorriso no rosto, preparar o modelito e sair à caça a partir de janeiro de 2013. Saturno te reserva ótimas surpresas, dentre elas, um relacionamento sério e verdadeiro. O sucesso será tanto, que ficará difícil escolher o melhor pretendente. Os comprometidos terão suas relações renovadas!

Melhores combinações: gêmeos, libra e leão.

PEIXES

O seu signo não suporta ficar sozinho. Logo, este será um ano muito bom, já que Saturno trará para você tudo o que tanto deseja: um amor sério e comprometido. Só não espere muito romance. Tudo acontecerá de um jeito prático e mais frio do que os piscianos sonham. Os que já tem alguém deverão viver novas experiências no amor.

Melhores combinações: câncer, escorpião e virgem.